8 de março de 2009

Dias Chuvosos;

As gotas de chuva batiam contra o vidro do carro, tão fortes quanto o vento lá fora. Ninguém nunca saberá o quanto ela sente prazer em ouvir os pingos se chocarem contra o chão. O quanto gosta de sentir o cheiro de terra molhada. Sua inspiração voltou a florescer dentro de si, e ela estava fazendo como de costume: escrevendo. Escrever era muito mais que um simples hobby, era uma paixão. É como se ela passasse todo o seu mundo para um pedaço de papel qualquer. Era uma forma de fugir dessa realidade suja que estamos acostumados, de entrar em um mundo onde os amores não são impossíveis. Talvez ela não passe de uma romancista apaixonada pela vida, que simplesmente não consegue enxergar nada de ruim ao seu redor, ela dá atenção somente as coisas simples, porém puras que deixam a sua vida mais colorida. Não passa de mais uma lunática que ainda acredita em amor a primeira vista e que casamentos podem durar a vida toda. Mais uma boba que prefere ficar deitada na grama observando as nuvens ao invés de ir à festa mais badalada, que adora gentilezas. Ou talvez uma maluca, por perder o seu tempo lendo grandes livros empoeirados e cheios de rabiscos, livros com páginas repletas de romances e guerras, onde o bem sempre vence no final. Seria ela mais ligada à alma do que a qualquer coisa? Prefere ver o sorriso sincero de uma pessoa amada, palavras de amor. Talvez seja uma pessoa diferente, por isso tão incompreendida pelas pessoas.
Lá fora os trovões dominavam o céu acinzentado que ela tanto contemplava com um sorriso nos lábios, como se aquilo fosse um espetáculo que ela tanto ansiava presenciar, e ela sabia que era.

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