8 de março de 2009

Paz, Amor e Compreensão

Salim nunca demonstrou nenhum tipo de sentimento negativo. Era e é a pessoa mais pura que eu conheci. Sempre com um sorriso sincero nos lábios, dizia o quanto nos amava, e que não suportaria ficar longe de nós nem um só dia. Claro que as pessoas estranham esse fato, nenhuma pessoa no mundo exibe seus sentimentos de forma tão extravagante.
Paquistanês, e insiste em seguir as crenças de lá. Viajou por vários países, até chegar a Londres. Pelo menos aqui, eu o convenci a usar uma calça Jeans. Chegava a ser chato quando reclamava das roupas extremamente curtas das garotas e a maquiagem. Do jeito que falavam, e como eram fúteis. Sempre achei que ele não tinha culpa de ser assim.
Gostava de dizer o que estava sentindo, e demonstrar, às vezes em público. Reclamava quando ele insistia em me abraçar no corredor do colégio, logo depois do primeiro período. Para mim, pura viadagem no corredor. Para ele, a demonstração do sentimento mais nobre.
Conheci Salim na escola. Ele era amigo da minha namorada. Nunca entendi os bilhetes que ele mandava para ela, a forma como a abraçava e dizia o quanto gostava da mesma. Minha cabeça maliciosa pensou as piores coisas possíveis. E o ciúme acabou com o nosso relacionamento conturbado. Fiquei desolado. E Salim foi o único que veio me ajudar, que veio conversar comigo.
A principio achei estranho a sua forma de se expressar e o jeito peculiar de ver o mundo. Estava cego de ciúme, e ele tirou a venda dos meus olhos. Foi um grande amigo, e me ajudou no que pode. Enfim, entendi porque Evan gostava tanto dele. Salim tinha o dom de divertir e fazer todos ao seu redor se sentirem bem em serem eles mesmos. Ele era intenso na forma de agir, e suas palavras eram fortes e firmes. Fez muitas garotas no colégio suspirarem, mas o pobre só tinha olhos para uma, que estava bem longe.
Sempre foi alvo de piadas, mas nunca o vi se importar com isso. Salim nunca perdeu a calma e o bom senso. A única vez que o vi perder a linha foi quando conheceu a minha irmã. Ele era o espelho da decência. Eu achava graça quando ele saia da sala para não ver as cenas de sexo nos filmes.
Salim mudou a minha forma de ver o mundo, mudou o meu jeito de ser. Ele é um exemplo a ser seguido, isso não posso negar.

Salim Mohamed foi criado no dia 24 de Agosto de 2002, em uma tarefa escolar. Meu primeiro personagem fictício, e o preferido.

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