29 de maio de 2009

Reflexões Diárias;

Ditados populares nunca mentem, embora eu discorde de muitas coisas ditas pela massa. Mas não leve totalmente em conta a minha opinião, pois ela é formada pelas lógicas mais enroladas possíveis.

Mas como a voz do povo é a voz de Deus, posso constatar que, mãe é tudo igual, só muda de endereço. Pois você não odeia quando ela reclama da louça que supostamente está mal lavada? Ou quando ela usa suas primas como exemplo? É altamente frustrante quando ela se oferece para comprar suas roupas íntimas, e embora compre uma coleção de calcinhas coloridas e cheias de desenhos meigos, são sempre de um número a menos que você está acostumada a usar. E você precisa usar, pois “elas são novas, amorzinho.” Falta de atenção? Ou ela ainda vê você como uma garotinha? Com toda certeza afirmo que falta de atenção nunca poderia ser, pois mesmo que você não perceba, ela está atenta à tudo que você ousa fazer. Então suponho que seja medo de perder a menina dos seus olhos. Não quero dizer eu depois de grande você perca o valor, mas quando você amadurece já não precisa tanto de sua proteção. Pode não parecer, mas para ela, saber que daqui alguns anos você vai ser completamente independente a entristece muito. Embora para você seja a coisa mais desejável sair sem precisar de autorização. Mas sentimos falta, e sempre vamos sentir. Principalmente quando relembramos velhos tempos, em que ainda morávamos com nossos pais, em um lar regado de carinho e compreensão. Sair de casa e ver o mundo sujo e violento que estamos prestes a enfrentar nos assusta a princípio, mas nos acostumamos, como sempre. O que não deveria acontecer.

O que nos conforta é o fato de que sempre que precisamos, ela vai estar lá, de braços abertos, esperando você chegar correndo e dizer que apesar de tudo ainda precisa de sua proteção. Mas nem sempre é assim, pois as leis da vida são bem claras.

Com o tempo aprendemos que mãe, não é sinônimo de chatice e pegação no pé, mas também do mais singelo, porém o mais forte laço de amizade que temos enquanto pisamos na terra. Uma amizade que nós insistimos em negar a todo custo na frente de outros amigos que conquistamos.
Amigos, que não tem um laço de sangue, ou psicologicamente forte para superar tudo, um dia se vão, deixam um pouco deles com a gente, e levam um pouco de nós. Sua mãe só vai sair do seu lado se morrer.
Pense nisso.

Elizabete P. de Mello, o maior exemplo de amizade. Pode me sufocar à vontade.

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