16 de agosto de 2009

Entre quatro paredes;

E hoje, exatas 12:50 da noite eu estou aqui, cansada e enfadada. Mas não cansada fisicamente, na verdade não sei ao certo como explicar como me sinto. Estou com o choro entalado na garganta desde o dia que te conheci, e muitos receios. Talvez, pelo fato desse ser o meu primeiro amor. Enfim, não consigo explicar, pois machucados causados pelo amor são complicados de entender, ainda mais quando seu nome está envolvido.

Não consigo chorar, não consigo pensar, não consigo falar de outra coisa que não seja sobre você, e pode parecer até ingênuo da minha parte, mas eu acho que te amo. Te amo mesmo com todos esses defeitinhos que transformam você numa pessoa unicamente especial, e te amo principalmente pela delicadeza de como fala. Mas odeio te amar, pois simplesmente não consigo me doar por inteira para ti. Acho que tenho medo de você, do que você pode fazer, não sei se suas intenções são boas ou más. Sinto que não te conheço. Seus olhos amendoados não revelam a sua personalidade, muito menos suas verdades, coisa que desejo muito saber.

Talvez as lágrimas que caem sobre esse teclado agora, não te sensibilizem. De fato, creio que sequer vá ler isto, o que me deixa muito frustrada. Nunca me julguei muito corajosa, mas minha covardia chegou a tal ponto, que acabei por te perder. Ou será que você nunca foi meu realmente? Essas dúvidas me atormentam duramente a noite, não me deixam dormir. A ideia de que podia dar certo, me assombra, fazendo as lágrimas invadirem os meus olhos. Mas a incerteza de que você só me ama quando está bêbado me deixa ainda mais triste. Por isso fujo e me escondo, porque não tenho certeza de absolutamente nada, e fico aqui, torcendo para que um dia você perceba que eu não sou diversão de uma noite só. Creio, que você me vê como uma qualquer, só mais uma das suas diversões, mas eu não consigo te enxergar assim, mesmo parecendo que não ligo para nós dois.

Odeio essa parte, sinceramente. Estou agora tentando chorar todas as minhas tristezas, para enfim, terminar esse capítulo da minha vida e poder virar a página. Mas sempre tenho a nítida impressão de que ainda não acabou, mas tudo porque eu não queria que acabasse assim, de modo tão frio. Mas hoje não, hoje senti que todas as esperanças vivas em mim, morreram. E eu fico procurando diversas explicações, que me deixam ainda mais deprimida. Sei que estou indo pelo caminho errado, mas você sequer me explicou qual era o caminho certo.


W.K.

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