31 de dezembro de 2010

Retrospecto;

Hoje eu não vou relembrar cada momento do ano, não vou colocar fotos nem nada do gênero, porque pra mim não vale a pena lembrar.

Vou apenas agradecer a Deus, vou agradecer por todas as pessoas que ele colocou na minha vida esse ano, e vou agradecer por ter tirado todas as outras também.

Desculpe, mas não vou terminar esse capítulo.

Vou começar um novo, porque não vale à pena chorar pelo leite derramado.

Vou dar boas vindas ao ano novo com o meu melhor sorriso, porque pra mim é apenas o começo.

Espero que seja para você também.

Feliz 2011.

6 de dezembro de 2010

A vida é assim, a gente vive na escola e depois que cresce, se mata para ir para a faculdade. Todos têm o direito de correr atrás do que desejam, mas quem tem um lugar reservado na vala sabe como é ver tudo desmoronar diante dos seus olhos.

Daí eles dizem: Não desista!

Não desistir do que? Eu estou onde sempre quis estar.

3 de dezembro de 2010


Sabe, chega uma hora em que você se olha no espelho, e não se enxerga mais.

Não sei bem como explicar. É como se não fosse mais você, do outro lado.

Os traços mais fortes estão lá, as cicatrizes... Mas eu consegui camuflar tudo com maquiagem mal feita e o cabelo de cor escura.

E me orgulho disso.

29 de novembro de 2010

Já faz um tempo que eu percebo, meu sorriso te fascina.

Há algum tempo eu venho observando;

Meu jeito gentil tem feito seu corpo pegar fogo.

Minha carinha fofa o faz mergulhar em um poço de ilusão.

Mas não se engane;

Eu duvido que você consiga fazer algum sentimento morar dentro de um lugar tão frio como meu coração.

17 de novembro de 2010

Antes de tudo, sou precavida;

Costurei meu coração com arame farpado dessa vez.

15 de outubro de 2010

Olá escuridão.

Às vezes, meu próprio eu me faz sofrer. Acho incrível a capacidade de como minha cabeça e coração conseguem se esquecer tão facilmente de momentos bons e deixar apenas os ruins, a ponto de me levar ao total rancor... Acontece tão rápido e com tanta naturalidade que, às vezes chego a pensar que não tenho controle sobre mim mesma, ou até duvidar do meu auto-conhecimento.

4 de outubro de 2010

04/10/10

Podia começar narrando como o maldito vício me corroeu aos poucos; podia simplesmente começar do inicio mesmo, clássico, mas o inicio de uma história sempre é difícil de contar, a gente não sabe bem por onde começar, e faz do jeito clássico. Não Quero ser assim, vou começar pelo fim.

Era Outono em Londres, observava com atenção as pessoas passando apressadas para pegar o último trem que saía às oito. O vidro da janela estava embaçado devido à minha respiração quente, ouvi passos seguidos de um barulho e então corri para o corredor, e lá estava ela caída sobre o carpete vomitando um monte de espuma branca. Me desesperei.

- Mamãe! – gritei, mas ninguém ouviu minha voz. - MA-MÃE!

Ouvi alguém bater na porta, mas ela estava trancada. Sem perceber as lágrimas desciam pelo meu rosto e o terror já havia me dominado. Ver minha irmã ali inconsciente era para mim, desesperador.

- Sunny, acorde! – mas ela não se mexeu. Uma onda de calor invadiu meu corpo, e uma tremedeira tomou conta de mim, era a certeza de que a morte havia passado por nós. Não podia conter o escândalo quando ouvi a porta de madeira de má qualidade ir ao chão. Alguém me puxou para longe de Sunny e eu gritei, sabia que aquele era um corpo sem vida, mas não suportava a idéia de deixá-la sozinha.

A chacoalharam pelos ombros, e vi seu corpo cair com violência sobre o chão frio. Tudo acontecia em slow-motion, devagar, como se nunca fosse acabar. Vi uma moça falar ao telefone, mas não escutei o que ela dizia, eu não conseguia escutar nada; era como se Deus tivesse apertado o botão “mudo” para que eu não sentisse tanta dor. Mas eu via Sunny estirada ao chão com a roupa suja de espuma branca e sangue, e tudo que eu conseguia pensar era: Puta merda Sunny, o que você fez?

Garotas Mortas Não Choram. Capítulo I.

1 de outubro de 2010

Ascensão;

(...) A lua não deu sua luz.

Vi pessoas rodando em volta de si mesmas, depois reparei que já não eram elas mesmas. Vi corpos sobre o chão e pequenos lampejos de luz acontecerem no céu. Sabia o que tinha que fazer.

Rastejei-me sobre o chão manchado de sangue e sentia a Terra estremecer debaixo de meus dedos, as pessoas que sobre ela festejavam se puseram a cair, ainda descontroladas. De repente, o ar não entrava pelos meus pulmões e o fogo começou a tomar conta de tudo que era sólido. O pânico me encontrou, e as lágrimas começaram a cair. Toda a fumaça como por magia se concentrava sobre o chão, causando um efeito diferente, como um espetáculo. Com os olhos semicerrados vi, não com tanta clareza, mas uma imagem rica em detalhes. Era a moça dos olhos acinzentados da loja, com um vestido longo e rodado, costurado com linhas banhadas em sangue e com a pele muito branca. Não parecia humana. Parecia velha, embora sua fronte fosse bastante jovial, seu jeito formal lembrava uma dama que pôde ver com seus próprios olhos as horríveis tragédias da Guerra Fria. Ela parecia mesmo uma criatura tirada de algum livro. Logo nossos olhares se encontraram, e, embora o calor do fogo afagasse minha carne com violência, senti uma frieza arrebatadora, toda a frieza que compunha seus olhos. Eu senti a morte beijar minha face. Ela estava na moça, ela estava em toda parte.

28 de setembro de 2010

Saiba que eu te amei. Mas só amei, assim, no verbo passado.

26 de setembro de 2010


Ah! Não me julgue como quiser, tampouco diga que sou descompromissada com a vida, se você vivesse como eu vivo, estaria perdido.

Porque às vezes é bom jogar tudo para o ar, a diferença entre eu e você, é que eu faço isso sempre.

22 de setembro de 2010

(:

Minhas experiências me ensinaram que não devo confiar em ninguém, não importa o semblante que tenha. Depois que o céu ficou cinza, e minha vida tomou um tom de asfalto desagradável, e toda essa ventania que não me deixa em paz... Comecei a refletir sobre um série de coisas. Nunca fui o centro do universo – nem mesmo no meu próprio mundo – como sou agora, tenho valor. Falsa amizade já não me ilude mais, assim como aqueles que tentam me derrubar. Pra falar a verdade são para poucas coisas que ligo, como o nascer do sol, e o canto dos pássaros. Me transformei numa grande muralha, que está com as portas fechadas, desculpe.

Mas se o amor quiser me encontrar, ele sabe onde moro.

18 de setembro de 2010

Queria te dizer que hoje estou de bem com a vida.

Sua ferida não me dói mais.

14 de setembro de 2010

Gotículas de Morte;

Sangue.

Estas pequenas gotículas de dor, como eu as odeio.

Sangue.

Tem sido difícil ver seus olhos derramarem sangue.

Seu próprio eu é o motivo de tanta zombaria, perdeu esta luta, não é?

É por isso que choras tanto.

Mas ela não me contou, li em seus olhos.

6 de setembro de 2010

Run Devil, Run!

Se tiver que demarcar o começo de um novo período, comece aqui.

16 de agosto de 2010

Maria Marmelada;

Quem sou?

Um punhado de ilusão solta na chuva

Poeira arrastando-se pelo chão

Sou amor

Sou sensualidade

Sou sentimentos de mulher

Em coração de menina

Não sou sereia

Mas tenho parte com o mar

Sou a visão perfeita do eclipse

Sou pés descalços sobre a terra seca

Que há muito não sente a pureza d’água

Sou pura simplicidade

Daquelas que se alegram com uma só rosa

Sou só coração

E sensações à flor da pele

Sou o preto gato

Que passeia pelo seu telhado

Na calada da noite.

Sou incomum, e não há razão

Que abale meu coração

Sou vermelho paixão

E é preciso muito amor, haja amor

Para ir a Roma

Através da minha boca.


Eu sou o que Deus quiser.

3 de agosto de 2010

Vivendo meus bons momentos até um pra vida toda
Trabalhando e sabendo que amor não é coisa pouca
Há quem diz que é lenda e diz que vive bem sem ele
E se tá apenas duvidando porque isso nunca teve
Nenhuma sensação, carrega uma pedra no coração
Quem não ama ao menos uma vez se fudeu pois viveu em
vão.

15 de julho de 2010

Olá saudade, vem sempre aqui?

29 de junho de 2010

São coisas que acontecem;

“A pior coisa do mundo é você amar uma pessoa que não te corresponde.”

Ouvi essa frase em algum lugar, há muito tempo atrás, provavelmente em algum fragmento de conversa de ponto de ônibus entre pessoas que sequer conheço. Tenho essa mania, de escutar somente uma frase do que estão discutindo, mesmo sem querer. Depois de muito tempo, parei para examinar a tal frase e achei até meio exagerada; quando amamos, gostamos de dizer isso à pessoa, que provavelmente dirá se gosta ou não de ser amado dessa forma, se não gosta, é inútil discutir, a melhor coisa a fazer é partir, por mais que machuque, mas acabamos nos esquecendo com o tempo – ou aprendendo a lidar com isso – porque sabemos que é inútil nadar contra a corrente sem objetivo algum. Então, acabei concluindo que não, amar e não ser correspondido não é a pior coisa do mundo, a pior coisa do mundo é amar e ser enganado, amar uma pessoa que finge que te ama para conseguir algo muito vão, essa é a pior coisa que pode acontecer. E infelizmente é mais comum do que se imagina, tão comum, que pelo menos uma vez na vida, vamos passar por isso.

28 de junho de 2010

Songs About Jane

Rápido demais. O relógio estava brincando comigo, ele corria rápido porque sabia que ela não ia mais aparecer.

Quando foi que isso aconteceu?

Era função dela ficar frente à frente ao relógio, e esperar os meus infinitos minutos de atraso passarem. Era uma tortura, mas não era comigo.

Engraçado como agora sinto o gosto amargo da minha própria boca, e me pergunto como ela gostava disso... Ela não gostava, por isso partiu.

Ela não sabia que eu era assim.

Eu sou podre por dentro, não há nenhum sinal de sentimento por aqui há anos. Talvez nunca tenha havido!

Amaldiçoado pelos sete ventos por não ter percebido o verdadeiro sentimento bater à minha porta, por tê-la deixado ir. Mas o mundo anda tão complicado, não se sabe mais o que é verdade ou mentira!

Eu era uma mentira, uma mentira dolorosa, por isso ela partiu.

E fez bem, até.

7 de junho de 2010

Nostalgia;

Um ano. Trezentos e sessenta e cinco dias. Doze meses.

O tempo passa tão rápido para alguns, de repente estamos encarando o dia-a-dia, saindo de manhã cedo para cumprir com os compromissos listados na agenda, e lá estão os números, a data, daí você olha para o horizonte e percebe que já estamos no meio do ano que parece que foi ontem que estávamos tomando champagne e desejando boas festas aos próximos. Outros se lamentam por cada dia que se vai, por cada marca de expressão exposta na face, vivendo o passado e se lembrando de coisas que talvez nunca aconteceram.

Eu faço parte do grupo que está tentando superar. Às vezes, antes de dormir, eu relembro fatos que aconteceram no passado, e já faz muito tempo que tenho voltado para uma determinada data que mesmo se quisesse, não conseguiria esquecer. Depois disso (ou por causa disso) muita coisa aconteceu, muitos problemas apareceram, e eu tive que cuidar da minha própria vida, tive que zelar por mim mesma, fiz escolhas ruins, algumas delas me levaram à coisas boas, por isso não me arrependo e quase nada que tenha feito. Briguei com o mundo e larguei tudo, eu estava pronta para lutar por meus ideais finalmente, então muitas coisas ruins aconteceram. Os segundos passaram, longos minutos de expectativa e de repente estava tudo fora do lugar. Como é possível a decisão errada de uma pessoa mudar o rumo da estrada de várias outras? Sofri tanto. Fiquei um bom tempo me lamentando, procurando algum fragmento no passado que pudesse mudar toda essa história mentirosa, mas o vento levou com ele toda a poeira e o sangue derramado.

Cinco meses de amor, sete de sofrimento e angústia. Perguntas que talvez nunca sejam respondidas. Tentei parar o tempo, chorar o leite derramado, mas o tempo não para nunca. Fui me arrastando, seguindo a rotina diária de sorrisos falsos e respostas mais falsas ainda para aquela pergunta de sempre. Eu não estava bem, talvez nunca mais estaria. Quis morrer, não sabia mais o que fazer. Só levava a vida, sem cor, sem amor, sem nenhum eu te amo no fim do dia, mas existe um momento em que você olha pela janela e vê a chuva caindo, e se lembra do quando gostava de ouvir os raios se chocarem e então sente falta de ser feliz, então volta a fazer tudo que fazia antes de toda essa reviravolta acontecer, perde as antigas manias, se esquece das coisas ruins e só se lembra das boas, como deve ser. E depois, daqui uns trinta anos, vamos lembrar desse determinado ano, tentando nos recordar se tudo é uma invenção, ou realmente aconteceu. Não se pode lutar com o tempo.

E depois dessa reflexão eu concluo: Um ano. Trezentos e sessenta e cinco dias. Doze meses... É muito pouco tempo para acumular tantas sensações!

07/06/09*

14 de maio de 2010

Pela Culatra;

É triste, dói bem lá dentro, como uma bala rasgando e perfurando o seu peito. A principio não dá para acreditar que tal fato aconteceu justamente com você, mas depois acaba se acostumando com o fato de que é só mais um(a), e é justamente daí que vem a dor, e sangra. Uma dor insuportável e indescritível, e você se pergunta o que fez de tão mal para que todas as desgraças do mundo caíssem sobre ti justamente nessa hora. Pior que foi quando você menos esperou, não estava preparado(a) para tamanho baque. Golpe sujo. Então tudo embaça, e já não dá para enxergar tudo com clareza, só dá para sentir. Caso sobreviva a essa dor, saiba que o que virá depois é bem pior, mas não é permanente. Sabe, quando a realidade enche seus olhos novamente, e tu percebe o que acabara de acontecer, não dá para parar de pensar em outra coisa, e volta a doer, mas não porque determinada pessoa a feriu, e sim porque você sabe que as coisas são assim, nesse mundo o mais fraco apanha e é dominado, você descobre que o dinheiro comanda, e hoje em dia, ninguém quer mais amor.

1 de maio de 2010

Tic-Tac;

Dizem que o tempo não espera pela gente, e geralmente quando citam essa frase usando um tom frio na voz, como se o tempo fosse uma pessoa muito injusta. Ele está lá, os ponteiros passeando e fazendo um contorno invisível dentro dos algarismos que lá estão, para facilitar a identificação do tempo. O tempo passa, mesmo que não pareça ou até, que pareça demais... Ele passa, voando, às vezes caminhando, só para você, porque ele sempre andou no mesmo ritmo, só não percebemos. Eu e você. Ele anda devagar, como quem ainda dá uma última chance, mas ele passa.

Uma hora pode acabar sendo bem tarde, e sabemos que não há como correr atrás do tempo perdido.

O tempo! Eis algo que me fascina tanto. Só quem já amou sabe que para se destruir um coração em vários pedaços não precisamos de muitos minutos, mas às vezes demoramos meses ou até anos para reconstruí-lo.

Imagine então quanto tempo levamos para perdoar alguém que não tem dado sequer o devido valor.

Para Hanna Horn, é o mínimo que posso fazer por você por tanto tempo de amizade.

18 de abril de 2010

Hands;

Sabe, amar é bem mais que apenas dar as mãos, mas foi assim que o conheci, suas mãos encontraram meu rosto e um beijo aconteceu, logo, ele as desceu até a minha cintura o que fez o alarme disparar loucamente. Meu corpo não estava acostumado a esse tipo de toque, muito menos à intimidade que ele queria ter, mas suas mãos estavam em minha cintura, e subiram, subiram para um lugar que me deixou envergonhada. Corei, mas ele não viu, as luzes instáveis e coloridas não deixavam a gente se conhecer, mas eu vi o brilho dos seus olhos.

Sua mão encontrou a minha, agarrou-a com delicadeza e me puxou, para um canto mais escuro. Nossos lábios se encontraram novamente, e eu pedi aos céus para que nunca nos separe. Ingênua. A ponta de seus dedos brincavam com os botões do meu jeans surrado, e meu corpo estremeceu, ele sorriu. Malicioso. Fiquei com medo, me acanhei. Seus lábios chegaram até meu pescoço e seus dentes tocaram minha pele pálida, fechei os olhos e minhas mãos passearam em suas costas suadas, e as dele encontraram um vão entre minha blusa e meu corpo, e escorregaram para dentro sem eu sequer perceber. Te amo, pensei, quero que esse momento nunca se acabe. E suas mãos acariciavam minhas pernas... desabotoaram minha calça...

- Não! – exclamei em seu ouvido, e ele atendeu.

Deixou meu corpo de lado, e colocou suas mãos em meu rosto, como inicialmente. Me olhou de um jeito estranho, como se estivesse gravando minha fisionomia. Colou seus lábios nos meus, o último beijo, sabia que era, eu senti! Meu coração bateu forte. Desespero. Logo, já não o tinha perto de mim.

- A gente se vê. – ele disse.

Apenas disse, e partiu. Sem nome, sem idade, sem casa... Apenas partiu, seguiu seu caminho e me deixou perdida.

24 de março de 2010

Thanks For The Memories;

Não tenho muita experiência de vida, portanto não posso me julgar uma pessoa madura. Ainda estou aprendendo com os meus erros, e de vez enquando esbarro em alguma situação que não consigo lidar. Ás vezes fracasso, outras vezes não. Pior seria se não tentasse, se não tirasse de cada mero tropeção, uma lição.

Alguns meses atrás o destino me tirou alguém que era tão importante em minha vida, que jamais pensei na possibilidade de perdê-la. Como qualquer mero ser humano, não consigo identificar os presentes que Deus coloca em meu caminho, e quase sempre não dou o devido valor a eles, depois que dei por mim, já era tarde demais para lamurias. Essa pessoa não voltaria jamais, não que ela não quisesse, mas porque não poderia.

Naquele verão tudo corria muito bem para mim, a única coisa que tinha que fazer era me livrar de um namoro indesejável, queria aproveitar os raios de sol e a pouca roupa para conquistar várias meninas na praia. Mas tinha medo. Tinha medo de ficar sozinho, então tinha uma namorada, e conquistava as meninas na praia. Naquela época, eu não amava ninguém, eu só queria conquistar as meninas na praia, como qualquer moleque de dezessete anos. Isso não é pecado, desde que não faça outra pessoa sofrer, mas sem perceber estava machucando quem mais me amava.

Ao meu ver as coisas não eram bem assim, nunca viajei com namorada alguma, e pensava que o que ficava na areia se perdia com o tempo. Achava que tudo isso era tão inocente... Pelo menos para meu coração leviano.

Um dia a bomba estourou, numa festa em que nos encontrávamos juntos, mas até então não sabia, ela estava lá junto a uma amiga que apontava o indicador em minha face de longe, julgando-me. Pego em flagrante, fui julgado e a sentença veio logo após: Aquela que tanto me ajudou, cansou-se de sofrer com incontáveis mentiras, e partiu sem dizer adeus.

Não demorou muito para tudo perder a cor, e o sol desaparecer do meu céu. Ela o levou consigo toda a beleza do meu mundo. A comida perdeu o gosto, a noite era fria e a saudade deixava meu coração ainda mais gelado enquanto as lágrimas escaldavam meu rosto. As inúmeras garotas já não me completavam mais, e acabei por ficar mais seletivo. Obsessivo, pois havia deixado partir a pessoa que mais me fazia feliz, e sequer sabia. Então a coragem me agarrou, cuspiu em minha face e a estapeou, segurei suas mãos, e pedi perdão por todo aquele sofrimento desnecessário, meu coração clamava por sua volta. Mas ela disse que preferia passar os dias que restavam sozinha.

A ficha demorou a cair. Ela sabia, sabia de tudo e sequer me contou. Pra que? Nunca me importei antes, porque mudaria agora. Sabia que ela pouco acreditava em meu amor, e estava com toda a razão, mas o que eu podia fazer agora, que meu coração precisa tanto de sua presença? As consultas médicas toda semana, e seu receio de ficar sozinha... Todas as vezes que podia ter ido com ela, acompanhar sua saúde, a obriguei a ir sozinha para toda aquela tortura porque preferi estar com outras garotas mais bonitas e mais saudáveis, que pudessem me acompanhar aonde quer que fosse.

Alguns dias depois da nossa conversa ela se foi, e levou com ela toda a minha esperança de um dia voltar a ser feliz. Um tumor no cérebro, foi o que a tirou de mim. Naquela noite seus pais decidiram que havia uma chance de salvá-la com uma operação às pressas, mas a doença já havia a consumido por inteiro, não havia mais salvação e ela sabia disso. Despediu-se de mim, e se eu soubesse que nunca mais a veria teria me despedido melhor, teria feito tudo, absolutamente tudo diferente.

Hoje sei porque ela negou passar seus últimos dias ao meu lado, para poupar sofrimento maior. Talvez, no fundo, ela realmente acreditara na minha mudança, e em algum lugar ela deve estar torcendo por mim, mesmo que não mereça (...)

23 de março de 2010

Teardrops;



Hoje, as imagens falam mais que as palavras. E se quer saber, minha vida tem se resumido nisso.

19 de março de 2010

Barriga cheia, mão lavada, pé na estrada!

Descobri que a vida não é apenas amores não correspondidos, e promessas quebradas. Acho que estava caminhando no sentido contrário, comecei a me perder quando conheci você, sabe?

Você é um perdido, e foi isso que me atraiu, o fato de poder te encontrar. Mas como poderia, se sequer você sabe quem tu és?

Esta manhã notei que faltava algo muito importante na minha vida, algo que eu venho sentindo falta há tempos, mas sinto que logo vou me sentir melhor, que a minha dor vai cessar mais tarde, e você vai ver meu sorriso de boas vindas.

Nada mais é como antes, me libertei de você, mas ainda sinto falta de seu sorriso. Marcou a minha vida.

Esta manhã eu descobri o caminho certo. Hoje eu estou mais feliz, mas triste, por não poder partilhar isso contigo.

Descobri que não tenho problemas, eles estão todos com você, e isso me deixa chateada. Porque não deixa de besteira e me deixa te ajudar? Porque não caminha comigo, só pra variar?

Um copo com água, e alguns devaneios;

Acho que sou muito serelepe, ou há algo de muito errado com as pessoas ao meu redor. Acontece que vivo um grande dilema: tenho que estudar, trabalhar, sustentar minha própria vida e tentar ser feliz com todas as contas que vou precisar pagar. Pra você leitora, talvez seja totalmente normal, não para mim. Sei da importância de dar valor as minhas responsabilidades, mas não é dessa forma que quero viver. Eu vejo tantos casais em esquinas se beijando, e me pergunto “quanto tempo será que vai durar?” Sabe, eu quero um amor para a vida inteira, e sei que posso morrer procurando, mas nunca desisti de procurar. Acontece que não me vejo exercendo profissão alguma, me vejo sentada em um carango velho escutando rock clássico e partindo para onde o sol se põe. Acho que nasci para isso, para ser livre, e acho que não estou pedindo nada de mais, afinal, cada um tem o seu livre arbítrio, se tu não és feliz com a sua vida, desculpe, eu estou muito feliz aqui, vendo o sol nascer e se por todo o dia, e pensando em como poderia realmente fazer a diferença no mundo, procurando uma maneira de falar de um jeito que todo mundo possa escutar. É, acho que esse é o meu principal anseio, fazer a diferença.

17 de março de 2010

Oi?

Quantas vezes você realmente fez o que queria?

Te faço essa pergunta só agora, porque hoje de manhã acordei com uma daquelas dúvidas que não nos abandonam enquanto não encontram a sua resposta. Então, vai me responder? Quantas vezes você fez o que queria, sem se preocupar com a opinião de ninguém? Quantas vezes você foi feliz e não se arrependeu por isso?

Antes de mais nada, saiba que tu não és o único que queres caçar a felicidade e colocá-la numa garrafa e guardar para sempre, então saiba que está errado. Não procure a felicidade, ela mesma virá até você, espere.

14 de março de 2010

Outra Porta;

Os primeiros acordes que nasciam daquele velho violão formavam uma melodia suave, ele se curvou para escutar melhor. Então sorriu.

- Há quanto tempo está se ocupando com música? – perguntou ele.

- Desde sempre. – respondeu ela sem tirar seus olhos do instrumento.

Então seus olhos chegaram ao chão, e ele teve noção do que estava acontecendo. Ela não sorria mais com tanta doçura, tampouco olhava para ele com total atenção. Ela parecia pensar em outras coisas, não nele como de costume.

Era horrível, doía de ponta a ponta, logo agora que tanto precisava dela. Mas quando ela estava sofrendo, por acaso pensou em algum momento em socorrê-la?

Em um movimento súbito, suas mãos alcançaram seu rosto delicado, e seus olhos castanhos o fitaram com surpresa.

- Como faço para voltar a reinar em seu coração?

Ele sentiu sua respiração parar, seu coração bater com toda força e o pânico invadir seus olhos.

- Por favor, não me faça viver sem você.

As recordações penetraram a mente já transtornada da garota, que nunca deixaria de esquecer o quanto lutou para que esse momento chegasse, nem o quanto sofreu. Uma hora o coração não consegue mais sofrer, os olhos se cansam de chorar... Foi nisso que ela pensou, ao dar a seguinte resposta:

- Eu não posso mais.

Então o pânico o consumiu por inteiro.

- Você não pode fazer isso comigo.

Todas as emoções caíram por terra, e pela primeira vez ela agiu com a razão, ou invés de colocar seu amor acima de qualquer coisa. Ela lembrou de sua filosofia de vida: um corredor repleto de portas. Sua missão era escolher a que achasse a certa, e de tanto procurar acabou achando esta aqui, e nunca mais conseguiu fechá-la. Naquele momento, seus olhos derramaram suas últimas lágrimas de dor sobre as mãos do amado, ela sabia o que tinha que fazer.

Sem pensar em nada, abandonou todos os seus sonhos e desejos. Abriu outra porta em seu coração.

- Eu só preciso de uma chance para fazer você feliz...

As palavras eram doces e tentadoras, mas nada mais mudaria o que acontecera entre os dois, os desencontros, o desamor, a indiferença...

- Desculpe, não.

E essas foram suas últimas palavras. Apanhou o violão velho e o colocou sobre suas costas, e partiu sem olhar para trás.

Seus olhos cheios de lágrimas observaram ela fechar a porta pela última vez. Arrependeu-se de deixar a sua felicidade partir tão facilmente assim, escapar entre seus dedos como o ar. Sentou-se no sofá velho e sentiu o gosto salgado de suas lágrimas, lembrou-se de como ela reclamava desse gosto horrível em sua boca, e ele nada fez para mudar sua realidade. Não adiantaria em nada chorar pelo leite derramado, ela lançara o ultimato, abrira mão do seu sorriso, e isso era algo insuportável de se agüentar. Tão insuportável quanto amar e não ser correspondida.

24 de fevereiro de 2010

As coisas como são;

A vela branca e desenhada era o único foco de luz naquela sala, estava sobre um pires azulado e brilhante, que cintilava delicadamente a medida que o vento brincava com a chama no topo da vela. A luz acabara, toda a tecnologia que a afastava de seus piores pesadelos estava extinta naquela noite, e ela nada poderia fazer para tentar escapar. Podia tentar algo, como fazer os afazeres domésticos ou ler um livro à luz de velas, mas a cada suspiro, a cada vez que o ar lhe enchia os pulmões era nele que ela pensava, e toda vez que isso acontecia o vazio dominava o seu peito. Vazio, não é exatamente um sentimento esse buraco imaginário na boca do estômago, mas ele deixa a gente triste, e tristeza é um sentimento. Tristeza era algo que não faltava em sua vida desde o dia do ocorrido, não o dia do escândalo, mas o dia em que ele decidiu partir. Se tem algo pior do que a certeza do término, é a dúvida; geralmente a gente guarda aquela questão dentro da gente, e não consegue mais pensar em outra coisa, e ela vai nos cercando, nos envolvendo e nos consumindo, fora a saudade que deixa nosso coração gelado e até um pouco preocupado. Preocupado com o que vamos fazer da vida, se por um acaso ele não voltar, nada terá mais graça, tudo perde a cor. Como fazer com que a graça volte a reinar em seu mundo?

10 de fevereiro de 2010

Agora é assim;

Verdade quando dizem que aquilo que mais se evita pode acontecer, pois o que eu mais temia me envolveu de tal forma, se aproveitou das minhas fraquezas e usou das minhas forças para fazer acontecer. Hoje, apesar de estar até melhor, me sinto fraca, sinto que posso perder o equilíbrio e cair por terra novamente. O medo não me assombra mais, pra quê? Ele já me tirou tudo o que tinha. Agora só me resta clamar aos céus e pedir de volta a razão do meu sorriso, e torcer para que tenham piedade dessa alma tão cansada de confiar demais.

9 de fevereiro de 2010

Ao contrário do que dizem;


Limite: linha de demarcação; raia. 2.local onde se separam dois terrenos ou territórios contíguos, fronteira. 3.parte ou ponto extremo;fim, termo.

Ao contrario do que dizem, o céu não é o limite. Limite é algo que se determina, algo que se adquire desde criança. Tudo tem um limite: seu cartão de crédito, suas terras, a rua que você passeia com seu cão, sua paciência... Mas meu bem, fazer de tudo para se sentir bem, se sentir leve e de bem com a vida, sua felicidade não tem limite não.

Quer um conselho? Não estabeleça um limite aos seus sentimentos, muito menos às suas atitudes.

8 de fevereiro de 2010

Open Your Eyes;

Agora chega né? Entenda meu bem, o mundo não gira em torno de ti, as coisas não são como você deseja, e se quer que seja, não pode ficar aí parado esperando o mundo dar o seu devido valor; pare de cometer burrices, não estou pedindo para você deixar de ser você ou mudar de personalidade ou estilo de vida, estou pedindo para que apenas abra os seus olhos.

Ei, tem alguém aqui que sofre com suas escolhas erradas, tem alguém aqui que quer te ajudar.

6 de fevereiro de 2010

O Diálogo de Eva e Adão;

Quatro;


A escuridão que os envolvia não escondia a típica expressão desdenhosa dele, que continuava a contar coisas a ela enquanto a mesma o observava sem demonstrar nenhum sentimento aparente.
Quando ele se calou, ela falou:
- Isso é bom – disse ela, com a voz suave. – Bom, e mal.
Ele franziu o cenho.
- Que quer dizer com isso?
- Huum... Mal quer dizer que você só muda de postura em casos extremos, quando sua vida e está ameaçada, por exemplo. E bom quer dizer que você finalmente mudou de postura em relação a isso.
Ele piscou diversas vezes, e ficou um tanto perplexo com a sensibilidade que ela tinha em desvendar todos os seus mistérios e segredos.
Ela o conhecia bem, da cabeça aos pés.

4 de fevereiro de 2010

Forget;

Vida de humano que é triste! Vem com esse chinelo me ameaçando... Pode dar quantas chineladas quiser, esmague todo o meu corpo e acabe com a minha vida. Se sinta superior com sua mente extraordinariamente avançada e deboche bastante do seu posto altíssimo na cadeia alimentar. Só não se esqueça do dia em que seu cérebro simplesmente parará de funcionar e sua carne irá derreter, não se esqueça que sou eu que vou comer suas tripas quando estiver se deteriorando.

2 de fevereiro de 2010

Birra de Adolescente é o caralho!

Será que eu já posso pensar? Ou você vai me proibir de fazer isso também? Sabe, as coisas não são tão pretas e brancas como você pensa, eu acho que você tem conceitos velhos demais para uma pessoa que se julga moderna. Talvez você devesse se reinventar, e não estou falando de trocar de carro ou de mulher, estou falando para olhar para a porra do seu espírito e enxergar o espaço vazio que existe nele, eu sei que existe, e talvez você também devesse parar de me dar ordens, uma pessoa desorientada como você precisa se preocupar mais com o próximo poste que irá bater, não com as pedras no meu caminho.

Sempre caí e levantei sozinha, nunca precisei de ajuda, e não é agora que eu vou precisar. Guarde suas banalidades para si só, porque eu já tenho porcarias demais em minha mente.

29 de janeiro de 2010

Simples assim;

A sociedade em que vivemos é totalmente inclinada à perfeição. Perfeição estética, perfeição profissional... Buscamos nos aperfeiçoar em absolutamente tudo, às vezes deixando essa busca interminável virar uma triste obsessão. Estamos tão voltados para nossa própria obsessão que acabamos passando por cima de tudo, inclusive dos sentimentos alheios. Isso machuca. A sociedade em que vivemos discrimina qualquer coisa que fuja dos padrões que julgamos “perfeitos”. Nossa sociedade cultua a magreza, pele clara, cabelo escorrido e sorrisos perfeitos, como as líderes de torcida dos filmes americanos. Mas que graça tem uma loira de seios grandes que pula loucamente cantando músicas combinadas para seu time de coração, que passa o dia checando a maquiagem e fofocando no celular, que estoura o cartão de crédito do pai comprando porcarias inimagináveis? Que história de vida essa garota tem?

Geralmente, personagens principais de livros – ou filmes – para adolescentes são garotas tímidas, que não sabem dançar, e que estão pouco ligando para o seu cabelo mal penteado. Aquelas que julgamos sem-graça, ou rebeldes. É ou não é verdade? Me diz, o que Isabella Swan tinha de tão importante para um vampiro como o Edward se interessar tanto por ela? E as garotas sérias e comportadas dos filmes de terror, porque só elas sobrevivem no fim? Quem pensaria que uma garota perfeitamente normal como Miley Stewart daria vida à Hannah Montana? Quem diria que uma garota com a vida tão sem graça como a da Juno passaria por ma reviravolta tão gigantesca? Nenhuma dessas citadas aqui tem uma finalidade para a sociedade, sequer são lembradas. São o tipo de garota que você vê nas suas fotos e se pergunta: quem era ela mesmo? Porque elas simplesmente não têm a mínima importância, mas são elas que na maioria das vezes alcançam com muito sucesso seus objetivos, são elas que acabam cantando e dançando em clipes, atuando em séries de sucesso. Sabe por quê? Porque elas estavam sonhando, estavam batalhando, e ninguém estava vendo.

28 de janeiro de 2010

O Diálogo de Adão e Eva;

Três;

Subitamente, seu corpo foi envolvido por uma densa camada de calor que a impedia até mesmo de respirar normalmente, as mãos deslizavam pelos corpos suados enquanto eles encontravam uma forma de ainda permanecerem conscientes.
Ela precisava estar lúcida.
Ela, ela não era capaz de fazer tamanha loucura dessa vez. Amaldiçoou o tempo por ser tão imprevisível e cruel com ela mesma, e discutiu com as circunstâncias para tentar encontrar um jeitinho de deixar ele se perder dentro dela, mas o medo a consumira.
Ela tinha medo de perdê-lo, ela não suportaria tal coisa.
E se ao menos ele desse a ela uma garantia de que não iria ir embora nunca, não por vontade própria, que ele sempre ficaria ali. Mas a maior prova ela não conseguia enxergar, ele estava ali.
- Não vai embora não, preciso tanto de você.
Foram as últimas palavras que ela disse.

12 de janeiro de 2010

Contos de Fadas;

Sempre tive príncipes ao meu dispor, mas no fim das contas acabei por preferir o sapo, pois achei que este seria incapaz de brincar com os meus sentimentos. Ele era orgulhoso e pretensioso, muito engenhoso se quer saber. Mas foram estes os dotes que me encantaram e me fizeram apaixonada.

Estava errada sobre a hipótese de sapos não brincarem com os sentimentos das princesas, na verdade este brincou tanto que eu já não sabia mais como parar de chorar. Mas mesmo depois de uma guerra fria ou um encontrão, nossos olhares novamente se encontravam e percebemos que só machucamos para não nos machucarmos. Por isso somos tão parecidos.

11 de janeiro de 2010