24 de fevereiro de 2010

As coisas como são;

A vela branca e desenhada era o único foco de luz naquela sala, estava sobre um pires azulado e brilhante, que cintilava delicadamente a medida que o vento brincava com a chama no topo da vela. A luz acabara, toda a tecnologia que a afastava de seus piores pesadelos estava extinta naquela noite, e ela nada poderia fazer para tentar escapar. Podia tentar algo, como fazer os afazeres domésticos ou ler um livro à luz de velas, mas a cada suspiro, a cada vez que o ar lhe enchia os pulmões era nele que ela pensava, e toda vez que isso acontecia o vazio dominava o seu peito. Vazio, não é exatamente um sentimento esse buraco imaginário na boca do estômago, mas ele deixa a gente triste, e tristeza é um sentimento. Tristeza era algo que não faltava em sua vida desde o dia do ocorrido, não o dia do escândalo, mas o dia em que ele decidiu partir. Se tem algo pior do que a certeza do término, é a dúvida; geralmente a gente guarda aquela questão dentro da gente, e não consegue mais pensar em outra coisa, e ela vai nos cercando, nos envolvendo e nos consumindo, fora a saudade que deixa nosso coração gelado e até um pouco preocupado. Preocupado com o que vamos fazer da vida, se por um acaso ele não voltar, nada terá mais graça, tudo perde a cor. Como fazer com que a graça volte a reinar em seu mundo?

Um comentário:

  1. Seu blog é muito bem organizado e seus textos são bons, só tome cuidado com a pontuação.
    visite: http://renance.blogspot.com

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