18 de abril de 2010

Hands;

Sabe, amar é bem mais que apenas dar as mãos, mas foi assim que o conheci, suas mãos encontraram meu rosto e um beijo aconteceu, logo, ele as desceu até a minha cintura o que fez o alarme disparar loucamente. Meu corpo não estava acostumado a esse tipo de toque, muito menos à intimidade que ele queria ter, mas suas mãos estavam em minha cintura, e subiram, subiram para um lugar que me deixou envergonhada. Corei, mas ele não viu, as luzes instáveis e coloridas não deixavam a gente se conhecer, mas eu vi o brilho dos seus olhos.

Sua mão encontrou a minha, agarrou-a com delicadeza e me puxou, para um canto mais escuro. Nossos lábios se encontraram novamente, e eu pedi aos céus para que nunca nos separe. Ingênua. A ponta de seus dedos brincavam com os botões do meu jeans surrado, e meu corpo estremeceu, ele sorriu. Malicioso. Fiquei com medo, me acanhei. Seus lábios chegaram até meu pescoço e seus dentes tocaram minha pele pálida, fechei os olhos e minhas mãos passearam em suas costas suadas, e as dele encontraram um vão entre minha blusa e meu corpo, e escorregaram para dentro sem eu sequer perceber. Te amo, pensei, quero que esse momento nunca se acabe. E suas mãos acariciavam minhas pernas... desabotoaram minha calça...

- Não! – exclamei em seu ouvido, e ele atendeu.

Deixou meu corpo de lado, e colocou suas mãos em meu rosto, como inicialmente. Me olhou de um jeito estranho, como se estivesse gravando minha fisionomia. Colou seus lábios nos meus, o último beijo, sabia que era, eu senti! Meu coração bateu forte. Desespero. Logo, já não o tinha perto de mim.

- A gente se vê. – ele disse.

Apenas disse, e partiu. Sem nome, sem idade, sem casa... Apenas partiu, seguiu seu caminho e me deixou perdida.