14 de maio de 2010

Pela Culatra;

É triste, dói bem lá dentro, como uma bala rasgando e perfurando o seu peito. A principio não dá para acreditar que tal fato aconteceu justamente com você, mas depois acaba se acostumando com o fato de que é só mais um(a), e é justamente daí que vem a dor, e sangra. Uma dor insuportável e indescritível, e você se pergunta o que fez de tão mal para que todas as desgraças do mundo caíssem sobre ti justamente nessa hora. Pior que foi quando você menos esperou, não estava preparado(a) para tamanho baque. Golpe sujo. Então tudo embaça, e já não dá para enxergar tudo com clareza, só dá para sentir. Caso sobreviva a essa dor, saiba que o que virá depois é bem pior, mas não é permanente. Sabe, quando a realidade enche seus olhos novamente, e tu percebe o que acabara de acontecer, não dá para parar de pensar em outra coisa, e volta a doer, mas não porque determinada pessoa a feriu, e sim porque você sabe que as coisas são assim, nesse mundo o mais fraco apanha e é dominado, você descobre que o dinheiro comanda, e hoje em dia, ninguém quer mais amor.

1 de maio de 2010

Tic-Tac;

Dizem que o tempo não espera pela gente, e geralmente quando citam essa frase usando um tom frio na voz, como se o tempo fosse uma pessoa muito injusta. Ele está lá, os ponteiros passeando e fazendo um contorno invisível dentro dos algarismos que lá estão, para facilitar a identificação do tempo. O tempo passa, mesmo que não pareça ou até, que pareça demais... Ele passa, voando, às vezes caminhando, só para você, porque ele sempre andou no mesmo ritmo, só não percebemos. Eu e você. Ele anda devagar, como quem ainda dá uma última chance, mas ele passa.

Uma hora pode acabar sendo bem tarde, e sabemos que não há como correr atrás do tempo perdido.

O tempo! Eis algo que me fascina tanto. Só quem já amou sabe que para se destruir um coração em vários pedaços não precisamos de muitos minutos, mas às vezes demoramos meses ou até anos para reconstruí-lo.

Imagine então quanto tempo levamos para perdoar alguém que não tem dado sequer o devido valor.

Para Hanna Horn, é o mínimo que posso fazer por você por tanto tempo de amizade.