7 de junho de 2010

Nostalgia;

Um ano. Trezentos e sessenta e cinco dias. Doze meses.

O tempo passa tão rápido para alguns, de repente estamos encarando o dia-a-dia, saindo de manhã cedo para cumprir com os compromissos listados na agenda, e lá estão os números, a data, daí você olha para o horizonte e percebe que já estamos no meio do ano que parece que foi ontem que estávamos tomando champagne e desejando boas festas aos próximos. Outros se lamentam por cada dia que se vai, por cada marca de expressão exposta na face, vivendo o passado e se lembrando de coisas que talvez nunca aconteceram.

Eu faço parte do grupo que está tentando superar. Às vezes, antes de dormir, eu relembro fatos que aconteceram no passado, e já faz muito tempo que tenho voltado para uma determinada data que mesmo se quisesse, não conseguiria esquecer. Depois disso (ou por causa disso) muita coisa aconteceu, muitos problemas apareceram, e eu tive que cuidar da minha própria vida, tive que zelar por mim mesma, fiz escolhas ruins, algumas delas me levaram à coisas boas, por isso não me arrependo e quase nada que tenha feito. Briguei com o mundo e larguei tudo, eu estava pronta para lutar por meus ideais finalmente, então muitas coisas ruins aconteceram. Os segundos passaram, longos minutos de expectativa e de repente estava tudo fora do lugar. Como é possível a decisão errada de uma pessoa mudar o rumo da estrada de várias outras? Sofri tanto. Fiquei um bom tempo me lamentando, procurando algum fragmento no passado que pudesse mudar toda essa história mentirosa, mas o vento levou com ele toda a poeira e o sangue derramado.

Cinco meses de amor, sete de sofrimento e angústia. Perguntas que talvez nunca sejam respondidas. Tentei parar o tempo, chorar o leite derramado, mas o tempo não para nunca. Fui me arrastando, seguindo a rotina diária de sorrisos falsos e respostas mais falsas ainda para aquela pergunta de sempre. Eu não estava bem, talvez nunca mais estaria. Quis morrer, não sabia mais o que fazer. Só levava a vida, sem cor, sem amor, sem nenhum eu te amo no fim do dia, mas existe um momento em que você olha pela janela e vê a chuva caindo, e se lembra do quando gostava de ouvir os raios se chocarem e então sente falta de ser feliz, então volta a fazer tudo que fazia antes de toda essa reviravolta acontecer, perde as antigas manias, se esquece das coisas ruins e só se lembra das boas, como deve ser. E depois, daqui uns trinta anos, vamos lembrar desse determinado ano, tentando nos recordar se tudo é uma invenção, ou realmente aconteceu. Não se pode lutar com o tempo.

E depois dessa reflexão eu concluo: Um ano. Trezentos e sessenta e cinco dias. Doze meses... É muito pouco tempo para acumular tantas sensações!

07/06/09*

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