27 de novembro de 2011

Eu pensei que entendia isso. Mas não entendia.
Passei muito tempo escrevendo sobre o amor, e o sofrimento que causa,
que esqueci completamente de senti-lo.
Hoje eu sei, eu não entendia,
mas o que eu entendo hoje, não posso descrever com palavras,
pois é algo além da escrita.

17 de novembro de 2011

A Outra Face da Lua;

Tenho um lado escuro.
Se manifesta quando menos espero, e faz o pior dos estragos.
Ás vezes ele é mais dócil,
Só causa uma briguinha, devido seu temperamento infantil,
Mas de tempos em tempos, explode o ódio como uma bomba nuclear,
e dentre a densa fumaça cinzenta, surge aquela que é capaz de destruir estruturas.

7 de novembro de 2011

Os minutos que mudaram a minha vida;

Depois daquele domingo, algumas semanas depois, quis entender mas que diabo estava acontecendo comigo, mesmo sabendo, lá no fundo, que havia sido fisgada. Logo eu, que disse que nunca ia me apaixonar, que casar era algo muito sério e eu não queria isso e tudo mais. Sorri quando pensei nesse episódio da minha vida. Agora, oito meses depois, eu enrolada debaixo das cobertas, sinto seu calor me envolver e me sinto protegida, então penso: como pude viver tanto tempo sem você?

13 de outubro de 2011

Bons ventos sempre chegam;

Um dia, enquanto você dormia, analisei seu rosto por um tempo, a serenidade que ele refletia era a mesma que me enchia o coração. Deixei meus dedos passearem pelo seu corpo, para ter certeza de que tudo não passava de um sonho, e eles tocaram sua pele macia, meus olhos se encheram de lágrimas, pousei minha cabeça sobre seu peito, e pude ouvir seu coração bater, a calmaria me venceu, e fechei os olhos. Meu último pensamento foi ter lembrado de você, de suas palavras doces, e seu jeito brincalhão, lembrei de como estou feliz e senti uma lágrima rolar pelo meu rosto, sorri. Não estava chorando de tristeza, não sentia mais o gosto amargo da infelicidade e a inquietude no coração, ele estava calmo junto ao teu.

Eu encontrei o meu lugar.

6 de outubro de 2011

Incógnita;

Escreve para se distrair,
Escreve para descrever o mundo,
Escreve para emocionar pessoas,
mas escreve, principalmente, para entender a si mesma.

15 de setembro de 2011

Escrevo;

Escrevo quando me alegro,

Escrevo quando a tristeza me abraça,

Quando o calor da paixão me arrebata.

Escrevo por escrever,

Este é o meu respirar.

14 de setembro de 2011

AVISO!

Hey,

Primeiramente, peço desculpas por tanto tempo longe, e vim anunciar que o blog ficará jogado às traças por mais um tempo. Estou passando por um bloqueio que há muito não me abandona, sem contar a falta de tempo que está me tirando a liberdade. Assim que eu puder, voltarei.

Desculpe.

13 de julho de 2011

Uma Em Um Milhão;


A Melissa preta com um laço enfeitando só dava um ar mais feminino àquela que escolhia pulseiras num determinado canto da loja. Ela as examinava bem, procurando às vezes algum defeito ou talvez algum detalhe que a faça se apaixonar. Toda garota é assim, não basta apenas gostar do acessório, tem que amar. Mas o que a diferenciava das outras garotas era a forma de agir. E não era porque ela estava usando uma calça jeans surrada e uma jaqueta de couro preta, ou a maquiagem que dava mais valor aos seus olhos, o que a denunciava e chamava a atenção eram atos habituais que talvez nem ela tenha percebido. O modo como examina uma peça, com seus olhos castanhos cintilando, o pé esquerdo dançando lentamente de acordo com a música que estava tocando ao fundo, a forma como andava, convicta e direta, e principalmente, o jeito como ela jogava seu cabelo escuro para trás, e a forma como ele ricocheteava com força e caía sobre suas costas... Tudo isso em câmera lenta parecia mesmo a cena de algum filme e me dava a certeza de que aquela era uma das cenas que ficariam por um determinado tempo em minha memória, e depois, rabiscado em alguma folha de papel.

3 de junho de 2011

Voltas e mais voltas;


Já é tarde quando ela resolve que sair debaixo das cobertas não é a melhor coisa, mas já precisa ser feito. Passa manteiga no pão sempre pensando no futuro.

“O que será de mim hoje? E amanhã?”

Ela sabe que isso é um erro, criar expectativas, mas já se tornou um hábito.

Com a caneca de chocolate quente na mão, checa o calendário para saber que dia é hoje, se pasma ao perceber que o ano está passando tão rápido.

- Graças à Deus!- ela exclama em voz alta.

Esse ano não tem sido muito bom para ela, apesar das coisas bonitas que está sentindo no coração, ela sentiu novamente o gosto amargo de ser tratada como segunda opção e ser observada com maus olhos.

Mas existe algum mal em ser feliz?

Não, de fato. Mas, segundos antes do ano passado teminar, foi feito um pedido, quase uma promessa.

“Por favor, peço que neste ano, só fique ao meu lado quem realmente gosta de mim.”

As palavras têm poder.

Ela observou ao seu redor, como se estivesse acabado de acordar de um transe.

- Onde estão as pessoas que a rodeavam tempos atrás?

Muitas delas sumiram... Mas fique calma, muitas delas voltarão! Assim como outras muitas nunca mais serão vistas.

22 de maio de 2011

O mundo gira ;

Gira, gira... e eu continuo aqui, tentando remendar os pedaços de algo que já se foi.

Às vezes, algumas coisas não nos convém mais, então damos um passo para frente e deixamos pessoas para trás.

25 de abril de 2011

Up.

Faço desse blog um diário digital, mas muitas vezes não parece. A verdade é que quase tudo que escrevo carrega algum sentimento que sinto, ou já senti alguma vez na vida. Quando encontrei esta forma de me expressar, encontrei também o dom que julgava perdido.

Hoje, sinto algo que não dá para explicar com as palavras, assim, contando... Logo percebi que certas coisas na vida a gente não descreve, a gente sente e demonstra nas pequenas coisas.

4 de abril de 2011

Tenho andado meio diferente, sabe, sem saber aonde ir ou o que fazer. Os dias estão diferentes, mas eu pareço estar em algum tipo de torpor que não vai se desfazer nunca. Não, não me leve a mal, não estou triste, muito menos incomodada. É que ninguém havia dito antes que me amava.

21 de março de 2011

Ask me Why ;

Difícil dizer o que aquele momento representava pra mim, porque eu estava nervosa, porque acabara de escutar coisas que não queria.

Fechei a cara, cruzei os braços e fiz aquele bico.

Ele me olhou pelo canto dos olhos algumas vezes, e continuou o que estava fazendo, não movi um músculo, continuei a interpretar um soldado inglês mesmo sabendo que era só charme, pois a raiva anterior, passara. Ele voltou a me olhar e eu retribui, também pelo canto do olho. Era nessa parte que ele sorria, e me chamava de chata, mas ele não fez.

- Por que está comigo?

Essa pergunta bateu em minha cabeça me fazendo ficar meio desnorteada, logo esqueci de fazer manha e o encarei como se ele fosse o cara mais estranho do mundo.

- O quê?! – perguntei, mas não sabia ao certo se queria uma resposta.

- Por que você está comigo? – ele repetiu.

Eu pensei, apesar de ter a resposta na ponta da língua.

Ele insistiu.

- Por quê você está comigo? – rebati.

- Fui levando.

- Como?

- É, fui levando, pra ver até onde ia dar – ele disse, em tom sereno. – Te acho firmeza, então não vi problema.

O encarei por alguns segundos, pensando se isso era bom ou ruim.

- E você? – ele voltou a insistir.

Voltei a fazer bico.

- Não vai me responder?

Um, dois, três, quatro...

- Não?

- Não.

Essa não era a resposta que ele esperava, e para mim, soou meio infatil, me perguntei porque aquele 'não' havia saído da minha boca tão mais facilmente.

O silêncio reinou e eu me senti mal, queria dizer que estava ao lado dele, porque gostava do seu jeito, que ele estava me fazendo feliz e isso era bom.

Mas achei melhor meu orgulho falar mais alto, estava cedo para tantas perguntas críticas, que faria nossa bagunça ficar séria.

Deixa estar, se for pra ser, vigora.

13 de março de 2011

Bléh


Já sentiu isso? Sentiu muita falta da companhia de uma pessoa e quando finalmente estão juntos você se sente altamente pressionado, com os nervos à flor da pele e todas as palavras que são dirigidas à você por essa pessoa te deixam nervosa?

Provavelmente não.

De fato, não sei por que isso acontece, mas sei que essa é uma sensação desgastante, que vai te irritando profundamente por dentro e te deixando sem um pingo de paciência. Daí transparece que você se sente incômoda, e isso começa a incomodar a pessoa que te causa tudo isso também.

Engraçado não é?

Não, nem um pouco.

Não consigo fazer absolutamente nada sobre pressão, e isso é fato comprovado, seja uma prova, ou qualquer outro tipo de avaliação, eu não consigo agir normalmente, não consigo não ficar extremamente tensa e também não sei fazer isso parar. Enfim, me sinto assim ao lado dessa pessoa, e não sei muito bem por que para ser sincera, talvez seja por momentos que ficaram no passado que ainda habitam minha mente – eis aqui outro fato, eu nunca esqueço as coisas que me abalam, nunca, mesmo que eu tente. – e eu tenho medo que aconteçam novamente. Sei que atualmente, essa pessoa não faz por mal, e as vezes me cerca por medo de que algumas coisas se repitam, e me deixa mais incomodada ainda a especulação de que ela não confia em mim, fico irritada com isso, então ela acaba por repetir muitas coisas que me deixam ainda mais irritada.

Sempre choro quando estou tendo uma conversa séria com essa pessoa, e quase sempre me arrependo de ter sido sincera, pois aquela pegação no pé de sempre fica duplamente mais insuportável e eu não consigo dominar meu gênio, mas nunca consigo mentir.

Eu sofro.

Provavelmente esta pessoa está lendo isso agora, e se perguntado se é com ela. Só peço para que não toque no assunto, jamais, pois odeio me sentir tensa e incomodada e isso com certeza irá me deixar, peço também para confiar mais em mim, pois não sou mais a mesma garota burra de um ano atrás. E por favor, se eu quebrar a cara, deixe estar, ninguém amadurece se não cair.

Mas mesmo assim obrigada pela preocupação.

10 de março de 2011

[...]

A melodia suave que vinha do piano deixava o clima mais leve. O espelho agora refletia a minha imagem, como sempre. Mas havia algo bem mais suave em minha aparência. Ela já não tinha tantas falhas, e não aparentava estar tão cansada. Meu cabelo nunca foi tão vermelho assim, claro, ele não era de um vermelho vulcânico, mas um vermelho bem escuro, um tanto desfocado.
Sorri para mim mesma quando vi o quanto ficava bela de vestido.
Enfim, quando cheguei até a escada, vi perfeitamente com que doçura ele tocava. Ele, que fazia meu coração disparar de uma forma bastante acolhedora, e deixava-me sem jeito. Não sei se a música era realmente tão bonita assim, ou se só gostava dela porque ele estava tocando. Desci só para apreciar a cena, que afinal não era muito comum de se ver. Assim que ele notou a minha presença, sorriu. O mesmo sorriso do avião, quando nos encontramos pela primeira vez.
Apesar de não saber quase nada sobre o rapaz que tem tomado conta de minha mente desde as primeiras cinco horas da noite, que foi o tempo que tive para conhecê-lo. Me doía a alma saber que talvez não voltaria a vê-lo. Ora, mas agora ele estava comigo não estava? Como eu queria. Não, é apenas um sonho, que por mais belo e adocicado, é angustiante e frustrante, por saber que assim que os primeiros raios solares comecem a surgir, ele já estará longe de mim, mas nunca de meus pensamentos.
- Esta é a sua forma de amar? – perguntei, quebrando o gelo.
- Não – disse ele sem me encarar.
Achei graça ao ver o seu sorriso tímido.
- Então, qual é o seu tipo de amor preferido? Qual é o tipo de amor que deseja ter?
Assim que a música cessou, tudo pareceu mais escuro. Ele pensou, e assim que teve certeza da resposta, continuou:
- Eu quero um amor, onde eu possa cravar os meus dentes nele.

21 de fevereiro de 2011

o/

Hoje em dia o preconceito entre os jovens mudou, agora julgamos as pessoas pelo gosto musical. Agora podemos saber se uma pessoa é extremamente inteligente ou estupidamente burra somente pela música que ela gosta de escutar.

Hoje em dia é proibido ser eclético inclusive.

Mas agora me diga, se você escuta rock ou pagode, funk ou pop, isso faz de você uma pessoa melhor?

Te deixa menos filho da puta?

Acho que não.

6 de fevereiro de 2011

Get Out;

E então a gente cresce de repente, e têm que tomar um monte de decisões que mudarão o rumo de nossas vidas, e pra piorar tem um monte de gente querendo dar conselho, que às vezes só servem para prejudicar.

Entendo tudo isso, entendo a importância de uma carreira e vida estável, mas eu não consigo entender que porra é essa de que a gente precisa estudar para ganhar dinheiro.

Dinheiro é bom, mas não é tudo caralho.

Mas pode deixar que eu vou estudar sim, vou ser alguém na vida para satisfazer minhas próprias ambições de jogar na cara de muita gente que eu sempre fui muito mais do que pensaram, não porque quero nadar no dinheiro e exibi-lo.

Esse tipo de atitude podre eu deixo pra você.

Porque o que eu desejo, o dinheiro não compra.

9 de janeiro de 2011

Morte é um bagulho engraçado;

A gente sabe que ela vem, mas nunca espera.

Mais engraçado é quando alguém morre,

De repente brota uma porção de hipócrita...

Gente que não precisava se manifestar nessa hora.

7 de janeiro de 2011

Tô afim de tirar essa angústia do meu coração, você tem algum remédio pra isso?