31 de dezembro de 2013

Mais um ano que se passou, e o blá, blá, blá de sempre;


De uma coisa Cazuza estava certo: O tempo não pára. E aqui estamos nós novamente, trocando votos de um ano melhor, aquela esperança gostosa de que tudo vai dar certo e o otimismo pairando pelo ar.
Esse ano nada fiz, sério. Fiquei sentada esperando os frutos que plantei em 2012 germinarem e reclamei MUITO da hora que não passava. Fiquei insatisfeita quase os 365 dias do ano, com diversos campos da minha vida. Estive tão preocupada em ver resultados que até me esqueci do que me faz feliz. Esqueci até mesmo desse cantinho aqui, que tanto gostava de cuidar. Tempos atrás que voltei a ler e escrever.
Pois então quero que esse ano se vá e que as novas oportunidades venham também com mais sementes para plantar.
E para você, deixo os meus votos de sempre: saúde, prosperidade e sucesso. Quero também que plante suas sementes, e principalmente, corra atrás de seus sonhos.

14 de dezembro de 2013

Bom dia!


O bom de ser adulto é que a gente pode beber,
E a bebida é uma espécie de válvula de escape para as pessoas,
Com a bebida elas podem ser quem elas são, de verdade.

Ou tudo não passa de uma alucinação nervosa que não te deixa sequer firmar os pés no chão.
O que é certo agora?

21 de novembro de 2013

Nostalgia e derrapadas rotineiras;




Saudades da época cinzenta de minha vida, quando respirava fundo aquele cheiro de chuva chegando, esperando que quando caísse, tirasse todos os sentimentos ruins que se enrolavam entre minhas veias e entranhas. Saudades de quando meu único sonho era beijar na chuva, ter com quem contar e uma noite bem dormida.
Bom, a noite bem dormida eu continuo esperando. Ela não apareceu, e parece que levou toda minha tranqüilidade com ela.
Quando vou poder me preocupar com meu All Star molhado outra vez, ao invés de contas para pagar?
Verdade quando nossa mãe diz que reclamamos de barriga cheia, que quando formos adultos, vamos querer voltar para a infância.
É verdade, veja só: eu tão nova, sentindo entre meus lábios os primeiros gostos amargos da vida, e já estou querendo caminhar para trás.
É tão seguro se machucar e poder correr para os braços da mãe, é uma pena que já não tenho mais tamanho para isso.
Sou grande e tenho que arcar com as porradas que a vida me dá (sendo injustas ou não). Dá vontade de sentar e chorar, mandar todo mundo tomar no cú e voltar correndo para casa e me esconder entre as cobertas.
Mas não posso. Engulo o choro, cuspo o sangue e caminho esperando que na próxima pancada eu esteja mais preparada.

13 de outubro de 2013

Oceano Pacífico;



Azul. Cor do oceano. Escuro. Frio, e com pedras de gelo.
Quanto mais admirava, mais me afundava, mais me afogava.
Tentei mergulhar, através de sua boca.
Nada.
Como te conhecer?
Como ter você para mim?
Mesmo que seja assim tão escura, tão fria, tão mármore...
Me congela.
Por que te quero, se me causa tanto frio?
Seus olhos, e a profundidade... O fundo que não consigo enxergar, a escuridão ao fundo, bem no centro, não me diz quem você é.
Eis o mistério que quero desvendar.
O que quero descobrir: se mesmo no pólo norte, pode haver vulcão?
Acho que não.
Mas você continua a me encarar, com esses olhos cor de mar.
Enigmas que não consigo desvendar.
Essa boca que quero beijar.
Meio rosada, combina com sua pele cor de neve.
Vontade de afagar.
Mas você não se aproxima, não me deixa chegar.
Por que sofro tanto com isso?
Por que o azul dos seus olhos me chama?
São tão frios, QUE QUEIMA!

29 de setembro de 2013

Medo de que?!


Ela estava em meio há muitas pessoas, todas elas meio apressadas, tentando resolver suas próprias confusões. Havia uma voz bem alta ao fundo, tentando direcioná-las. Ela suspirou, encarou o único rosto conhecido que ali havia, e deixou-se sofrer um pouco, sabendo que logo mais não o veria.
Ele sorriu.
Ela derramou suas primeiras lágrimas, observou que estava rodeada de malas e atrapalhando a passagem, o barulho brusco de pousos e decolagens começou a mexer com seus sentimentos.
Ele segurou sua mão com delicadeza.
 - Fique feliz então, está realizando um sonho!
Ela retribuiu o sorriso, mas com certa tristeza no olhar.
Acredito que o mais difícil de deixar tudo para trás, é deixar tudo para trás. Começar uma vida nova em um lugar completamente desconhecido, com pessoas que talvez não sejam tão hospitaleiras como costumamos acreditar, não é fácil. Ainda mais para quem estava construindo uma história, e, de repente, ver que terá que destruir o castelo de areia já feito com tanto carinho, e começar um novo, entristece de certa forma. Já adquirimos carinho pelo anterior. Mas foi uma escolha, uma esperança de algo melhor, o melhor sempre faz o ambicioso desejar.
Seus olhares se encontraram.
 - Embora eu fique triste – disse ele. – É bem aqui que nossos caminhos se separam.
Ela apertou sua mão com força, e ele a puxou para um abraço apertado.
A dor da despedida é fria, como mármore, deixa na gente um lugar escuro e vazio, preenchido geralmente por tristezas e incertezas. Para eles, era uma dor a mais, apesar do namoro estar bom, ela colocou um fim, ligou e disse que estava indo embora, e que não mais voltaria, buscaria o sonho da tranqüilidade do outro lado do mundo, como sempre almejou.
Com ou sem ele.
Ela estava partindo, deixou amigos, família, namorado... Para ter a chance de começar de novo.
Os dois se soltaram finalmente, e a sensação de solidão completa a tomou, e lhe causou um frio na barriga.
Outro país, outra história... Somente ela, e suas roupas.
Eles se despediram, ela arrastou suas malas com dificuldade, mas parou no meio do caminho. Estava faltando algo.
Seus olhares tristes se encontraram, e ele foi apressado até ela, segurou seu rosto e um beijo aconteceu, fazendo todo o barulho e as pessoas sumirem por breves segundos. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto.
Ela ficou surpresa ao saber que ele também chorava. Ele continuou com as mãos em seu rosto.
 - Sua vida é daquele portão para frente – disse ele. – Não olhe mais para trás! Vá em busca de suas conquistas.
Ela se afastou, fez o que ele pedira, foi embora e não olhou para trás.
Fechou um capítulo.
Somente ela sabe o que aconteceu no passado, as escolhas que fez e o que preferiu... Mas o agora é diferente, o desconhecido a aguarda, ele sorri para ela, e a acolhe como um velho amigo.

28 de setembro de 2013

Noite!

Parece que foi ontem que senti um vazio horrível entre os miolos e, como cabeça vazia é ferramenta do diabo, comecei a escrever. Parei não entendi o porquê, mas é assim que a gente percebe quais são as coisas passageiras, e quais levaremos conosco. Fiquei doente, histérica, com certas crises, e logo descobri que foi por falta de ser eu mesma. Tive uns problemas. Então, novamente me aconteceu de ficar com a cabeça desocupada, e, em vez de fazer algo inútil, resolvi fazer algo por mim mesma.
Como uma boa mãe à casa retorna, cá estou.