21 de novembro de 2013

Nostalgia e derrapadas rotineiras;




Saudades da época cinzenta de minha vida, quando respirava fundo aquele cheiro de chuva chegando, esperando que quando caísse, tirasse todos os sentimentos ruins que se enrolavam entre minhas veias e entranhas. Saudades de quando meu único sonho era beijar na chuva, ter com quem contar e uma noite bem dormida.
Bom, a noite bem dormida eu continuo esperando. Ela não apareceu, e parece que levou toda minha tranqüilidade com ela.
Quando vou poder me preocupar com meu All Star molhado outra vez, ao invés de contas para pagar?
Verdade quando nossa mãe diz que reclamamos de barriga cheia, que quando formos adultos, vamos querer voltar para a infância.
É verdade, veja só: eu tão nova, sentindo entre meus lábios os primeiros gostos amargos da vida, e já estou querendo caminhar para trás.
É tão seguro se machucar e poder correr para os braços da mãe, é uma pena que já não tenho mais tamanho para isso.
Sou grande e tenho que arcar com as porradas que a vida me dá (sendo injustas ou não). Dá vontade de sentar e chorar, mandar todo mundo tomar no cú e voltar correndo para casa e me esconder entre as cobertas.
Mas não posso. Engulo o choro, cuspo o sangue e caminho esperando que na próxima pancada eu esteja mais preparada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário