31 de dezembro de 2014

Alguém te perguntou como foi teu dia?


As pessoas os viam,
E diziam:
“Ela é louca demais, por querer caminhar ao lado de quem está perdido.”
“Ele não vai aguentar o jeito dela.”
Ou,
“Ele não tem objetivo nenhum na vida.”
“Ela nunca vai mudar de comportamento.”
As pessoas os viam sorrindo, e falavam.
Falavam.
Elas falavam tanto, que sequer conseguiam entender.
Ora, não é fácil compreender a amarração de um laço, ao menos que você saiba fazer.  
Não é fácil entender a simplicidade de um sentimento, quando não temos sequer a sensibilidade de entender a magnitude de um pôr do sol.
Afinal, às vezes é difícil até mesmo para quem está dentro encontrar o eixo;
E isso acontece.
É a parte importante de um laço,
Mesmo com algum tipo de imprevisto,
ou imperfeição,

As duas pontas continuam juntas.

12 de dezembro de 2014

Help;

Pale

É como tentar respirar debaixo d'água,
Simplesmente não dá.
Meus pulmões se encheriam de água, causando dor ainda maior do que seria não respirar.
Fico aprisionada neste calabouço enquanto nada enxergo, apenas esperando o que irá me destruir primeiro.

24 de novembro de 2014

As Marcas;

lol | via Facebook

Foi alguém.
Num ato de insana selvageria, marcou-me ali.
Num momento incontrolável, de uma deliciosa volúpia,
Esqueceu-se de tudo,
E fincou unhas em carne quente, que de certa forma estava sedenta por mais.
Esqueceu-se de que se tratava de um corpo feminino,
De formas delicadas e suaves que, porém,

Apesar de tudo, ansiava por mais.

19 de novembro de 2014

19/11/2014

É leve, mas posso sentir.
Vem com gosto de nostalgia, mas há algo de novo.
Algo nunca antes experimentado.
Tem bom sabor, e cheiro de chuva.
Daquelas que caíram bem forte, e com granizo.
Derrubaram pilastras que antes jaziam esperando o momento de desmoronar,
E deu espaço para o novo.
Para o respirar.
Para o renovar.

Inovar.

7 de outubro de 2014

B-day;

Todo mundo sabe aonde o calo aperta,
E não precisa chorar achando que é só com você.
Simplesmente faça o que você faz de melhor,
O que você tem de melhor.
Abrace o mundo.

E não esqueça de mandar fotos.


Feliz aniversário.

4 de outubro de 2014

O Diálogo de Adão e Eva;

Seis;

Ele disse que havia lido tudo o que ela havia escrito, e de fato, não foi sem autorização, seus papéis estavam simplesmente por toda a parte! E muitos deles para que todos vejam na internet.
 - Todos? – ela perguntou, arqueando uma sobrancelha em tom de dúvida.
 - O que me interessava.
Ela o observou por cima dos óculos, e voltou a dar atenção àquele café com leite. Ele observou ao redor, parecia tentar acalmar algo dentro de si.
 - Por que não me contou nada?
Ela levantou os olhos novamente.
 - Se eu tivesse contado, o que você teria feito?
Ele tomou um ar pensativo.
 - Foi o que pensei. – ela continuou.
 - Mas eu gostaria de ter ficado sabendo.
 - E para quê? Para sair falando por aí como você fez com a sua mentira?
Mais murros na cara em forma de palavras.
Tanto tempo passou-se, e ele nunca conseguiu perceber a hora que deveria ser mais suave.
 - Foi algo que eu gostaria que tivesse acontecido.
Ela agora o observou bem, seus olhares se encontraram e havia uma agitação dentro dela.
 - Eu não.
 - Mas você me amava!
 - E você sabia, porque tinha que escutar de minha boca?
Ele revirou os olhos, voltou a olhar ao redor para se distrair. Respirou fundo e voltou a observá-la, ela havia voltado para o seu café.
 - Você não acha que impediu que as coisas acontecessem deixando de se comunicar?
 - Acho que fiz o certo.
 - Por quê?
 - Estava me protegendo de você, entenda! Naquela época, não havia nada que pudesse te amolecer ou que fizesse você perceber o risco que corria, eu sequer pude te ajudar quando aquilo aconteceu.
 - Você se manteve longe...
 - Você me manteve longe! Não era capaz de perceber a sutileza de um toque, de um beijo, de uma palavra de carinho... Tudo era basicamente a superfície da carne para você.
Ele cruzou seus braços.
 - Me diga, se foi tudo essa tortura para você, por que simplesmente não me mandou pro inferno? Ou melhor, por que escreveu tudo isso?
 - Eu não disse que foi uma tortura.
 - Estou vendo na sua cara!
Ela bebeu o último gole de seu café, colocou a xícara na mesa, e a observou com certa tristeza.
 - Você já passou por um momento em sua vida em que percebeu que depois daquilo, nunca mais seria o mesmo?
 - Já.
 - Pois bem, foi isso o que houve. Apesar dos momentos tristes, da tortura de não saber da certeza da morte, ou como estava a vida, o que havia acontecido de fato, ou o que eu iria fazer com tudo aquilo que guardava no peito, eu passei por algo que dividiu a minha vida. Eu iria começar um novo capítulo, entende? Carregando uma série de novas experiências.
Ele a observou novamente, agora com certo carinho, até pode ser visto um leve sorriso.
 - E por que escrevi? Você já teve vontade de eternizar um momento? De deixar guardado ali todos os sentimentos, as lembranças boas e até ruins, que uma foto talvez não pudesse fazer, pela fragilidade de nossa memória?
Agora seu sorriso pode ser visto.
 - É por isso que escrevo.


Um; | Dois; | Três; | Quatro; | Cinco;


[O Diálogo de Adão e Eva consiste em pequenos fragmentos de sentimentos moldados em palavras que, nem de longe descrevem ou revelam a angústia ou o terror, muito menos o sentimento sem tamanho do que é simplesmente amar e não ser correspondido, mas mesmo assim descobrir o que é amar e depois, nunca mais conseguir sentir o mesmo.]

26 de setembro de 2014

Descobertas Rotineiras;

Há quem diga, que essa minha maneira de ser vem de minha descendência portuguesa, já que foram eles uns dos primeiros povos a enfrentar os mitos espalhados por todos a respeito do desconhecido, a fim de explorar, dando início A Era dos Descobrimentos Europeus. Outros dizem que sonho demais.
Porém, tenho em mente que muitas pessoas sonham demais. Deitam suas cabeças sobre o travesseiro e imaginam algo espetacular sobre as suas vidas, e quando acordam, não colocam em prática seus muitos planos.
Com o tempo, isso deve entristecer a alma.
Era nisso mesmo que estava pensando enquanto tomava uma xícara de café, e percebi (ou talvez até tenha sido coisa da minha cabeça) que sua espuma formava uma pequena caravela.
“Sua cabeça é muito pretensiosa, e está tentando te foder.”
Pensei comigo.
Seja lá qual fosse o motivo daquela pequena aparição, ela me fez ver que eu me comportava como estas pessoas. E por um momento (por um breve momento), me fez acreditar novamente em coisas do destino e esse blá, blá, blá todo.
Dias de angústia se passaram, onde até mesmo toda a minha vida ou o que fizera dela até o momento foram questionados. E cheguei a pequena conclusão de que: desperdicei pelo menos uns dez anos de minha vida com porcarias desnecessárias.
Não sou a pessoa que estou tentando moldar!
Eu não penso para falar, leio e escrevo muito, e não há nada nesse mundo que me prenda neste chão ou me coloque qualquer tipo de cabresto.
Gosto de conhecer de tudo.
Portanto, concluo que, ainda bem que percebi rapidamente o que não fazer de minha vida, agora ela será bem direcionada.

E ouso dizer que muito provavelmente coisas novas aparecerão em breve.

22 de setembro de 2014

O Diálogo de Adão e Eva;

Cinco;

E o tempo passa.
Como uma ventania forte, leva toda a poeira e qualquer coisa muito leve que deixamos por aí.
Vai levando consigo essa poeira e um dia ela acaba impregnada em outro lugar, até que essa ventania infernal volte, e traga mais um pouco, até empestiar tudo com todo esse pó fazendo morada.
Foi como me senti quando te vi novamente. Como se tivesse encontrado um livro todo cheio de pó. Primeiro, passei a mão para ver o título, depois soprei, o que me causou uma crise de espirros. Depois me lembrei do conteúdo que havia, a história que naquele livro habitava, e senti uma pontada de nostalgia.
Não posso dizer que foi de fato saudade, eu sei muito bem as feridas que me causaram toda essa aventura de amor, mas senti algo, talvez um déjà vu.
Nossos olhares se encontraram, e não pude deixar de fazer comparações ao antes, onde não conseguia simplesmente imaginar a vida sem esses olhos ao me contemplar, e ao agora, onde somente vejo os reflexos do que foi um dia um sentimento.
Não sinto nada.
E quando não sinto nada, sou indiferente. E o indiferente não me atrai. Gosto de sensações, gélidas ou quentes, ou até mornas, que seja!
Mas indiferença não!
Que venha pelo menos a saudade, com seu gosto de fel.
Mas não.
Fitei por um momento seus lábios, e aquela vontade de beijá-los não habitava mais meu coração.
Não havia nada.
Lembro-me de ter ficado indignada por não conseguir entender como um sentimento com toda aquela magnitude se transformou em simplesmente poeira. Acontece que, quando deixamos algo de lado, seja porque já não nos interessa ou porque não conseguimos mais manter perto de nós, obviamente enche-se de pó.
Agradeci pelo menos, pelas explicações que um dia tanto implorei para ouvir, disse que havia perdão e tudo mais.
Mas que por favor, deixasse que eu pelo menos fechasse esse capítulo de minha vida de uma vez, e nunca mais voltasse, pois sua presença me causa ainda algo,
Tosse e espirros.

6 de setembro de 2014

Mimimi ;

Pff!

Esta noite tive um sonho com você.
Sonhei que a noite nunca tinha fim, 
E que a garrafa que estava bambando em sua mão também não.
Sonhei com você de cabeça para baixo tentando não cair no chão,
Enquanto meu estômago doía de rir.
Te disse que estava chateada por não ser amada,
E você disse: que nada, você é nova, não precisa deste tipo de trauma.
Disse que o riso, todas as cachaças do mundo e as palavras seriam minhas eternas namoradas,
Que já estava predestinada.
Outrora foi você,
Sentiu o gosto amargo de se foder,
Por quem derramava amores por outrem,
E sequer enxergava,
Que a vida podia ser bem melhor,
Se a gente não complicasse tanto.
Lembrei certa vez que te odiava,
E você me achava horrorosa,
Que não havia criatura mais odiosa para se apegar,
E assim começou,
O que muita gente almejou o fim,
Porém fico feliz,
Por saber que o fim à Deus pertence,
E quando ele chegar,
A gente vai esperar,
O tempo certo de se encontrar.
De repente acordei,
Aquele odioso despertar comum,
De se assustar com o que se programou,
E lembrei-me de você,
Do ano que se passou,
Às vezes que te liguei, ou você me procurou.
Senti o o peso da distância,
E lembrei da vida que levo,
O quanto é complicado passar o dia,
Sem poder dizer pelo o que passou.
Mas fico feliz ao perceber,
Que qualquer dia desses a gente vai se encontrar,
E perceber que nada mudou,
Você vai ler estes escritos velhos, 
E dizer que sou babaca,
Que não acredita que logo eu, cheia de marra,
escrevi todo esse melô de amor.

Saudades de você. :)

A Válvula de Escape;



Então ontem foi o dia do irmão,
E eu só lembrei daqueles que fizeram muito por mim,
E eu não posso ter o direito de chamar assim.

2 de setembro de 2014

01:44

S a c c s t r y | via Tumblr

Eu fazia todos escutarem.
Eles diziam que meus tímpanos iam explodir.
Que eu deveria interagir,
Valorizar mais o que eu tinha a ganhar.
Porém, eu só enxergava suas bocas se mexendo, transformando-se em repreensão.
Proibida de pensar,
Só imaginava o quanto seria bom não ter tímpanos, a escutar as coisas que nunca deixaram de habitar minha mente.

22 de agosto de 2014

Kisses from Hell;


Anjos caídos.
Não dá para reconhecer, pois perderam sua inocência. Andam por aí (talvez aos pares) com a maquiagem meio borrada, e quando não estão rindo do que não tem graça, lamentam pelos cantos a própria existência.
Alguns sequer sabem que existem.
Vão se deixando levar pelo torpor e a realidade se torna algo completamente utópico, a dor acontece, mas é algo que deve ser sentido lá no fundo.
Não atinge a superfície do reconhecimento.
Deitam-se sobre as calçadas sujas e se deleitam com a mediocridade de suas almas.
Não há nada mais a ser feito.

A não ser chorar e pedir para que essa jornada infindável chegue ao fim, e que haja descanso quando o juízo chegar.

13 de agosto de 2014

Not That Kinda Girl;


Eu sempre soube de quem se tratava.
Porém, a insegurança da juventude consegue camuflar um pouco de nós, porque nessa idade sempre queremos nos encaixar em algum grupo.
Foi isso o que aconteceu.
Mas também ocorreu um momento de explosão, uma vontade insuportável de se assumir tomou conta de todo o pensamento obrigando a depositar toda aquela frustração em algum lugar.
Então escrevia.
No começo, em um caderno velho de escola, depois em mesas, paredes... As palavras estavam estampadas em altos muros espalhados por essa cidade de pedra e cimento.
Ninguém sabia de quem se tratava, nem mesmo ela.
Mas gostava do que via, a mudança que acontecia.
Não foi vista com bons olhos por pessoas que deixaram a sua vida, entre elas, muitas se julgavam essenciais, sem ao menos saber, que o essencial seria não ser mentiroso com si mesmo.

12 de agosto de 2014

Bons Ventos Sempre Chegam;

Um dia eu achei que amaria uma mesma pessoa para sempre.
E a vida me deu um tapa tão forte, que demorei meses para me recompor.

Logo após, eu comecei a pensar que para sempre era muito tempo.
Não percebi que alguns momentos como esses são menores que outros,
e deixei de aproveitar as bolhas de sabão que estouravam à minha frente.

Como se não bastasse, fechei meu coração para tudo que era novo.

Uma muralha cresceu em mim, e eu sofria.

Por não conseguir derrubá-la.

Muito tempo depois percebi que isso não era tarefa para uma pessoa só.
Mas tive medo.

Sentei-me sobre os degraus da vida, me perguntando o que havia feito de errado.
Foi quando encontrei você.

E as pedras que você jogava sobre as paredes do meu coração me assustaram demais.
Custei a entender teu ideal.

Custei a entender que tinha muito que agradecer por cada pedra lançada,
Por cada fagulha de esperança que esquentava.

Agradeço-lhe principalmente pelo que sou.
Sei reconhecer que o para sempre às vezes é bem menor do que a gente imagina.
Por isso aproveitamos os segundos, ao invés de prezar o sempre.


Um dia desses ele chega.

1 de agosto de 2014

A Mesmice Também Mata;

Tenho observado este fato com certa tristeza.
Vejo a chuva cair lá fora pela janela, observo inclusive todas as luzes que se acendem ao cair da lua; as pessoas passando apressadas, algumas sorridentes conversando com as outras. Observo o mundo ao meu redor dentro de uma bolha que quase me impede de ouvir.
Como dói.
Há tanto para saber lá fora, e eu continuo presa em uma gaiola, tentando saber das coisas da vida somente pelo observar.
Algo me incomoda, mas não consigo resolver. Há coisas para fazer, mas não consigo executá-las.
As pessoas me dizem que não há motivos para tristeza, então porque eu me sinto assim quase todo dia?
Como alguém que não sabe para que veio, que passa os seus dias observando quem sabe viver.
E chorando de inveja.

29 de julho de 2014

Desconecte-se, please;

Foi uma árvore.
Ela havia caído sobre a fiação e derrubara um poste, devido à ventania e chuva de granizo intensa que continuava lá fora. Eles precisaram acender velas! Isso era um fato um tanto inusitado, cheguei até a pensar que mal sabiam para que servia...
Foram devidamente acesas e colocadas em cima da mesinha de centro. Passou-se alguns minutos, e as sombras que as chamas criavam acabaram a deixando com um pouco de medo. Dava para ver pela reação natural de seu corpo, ela olhava para trás constantemente, mas tentava evitar que ele notasse.
Ele sorriu.
Aproximou-se dela lentamente, a ponto de ficarem bem próximos. Só uma vela os separava agora. Tentou dizer palavras que talvez a acalmassem, mas o reflexo da chama em seu olhar acabou lhe chamando a atenção. Como ela tinha olhos bonitos, e tão brilhantes! O amendoado se seu olhar fez um sentimento de satisfação brotar dentro de si, e suas pupilas devem ter dilatado.
O seu observar lhe chamou a atenção, e ela o observou curiosa, encontrando os olhares. Os olhos dele também eram de um castanho muito bonito, combinavam com seu rosto, e sua barba por fazer. Sua análise a fizera sorrir, e não pode conter o toque. Com uma das mãos afagou o rosto do rapaz, que pousou sua mão sobre o dela também.

Logo, o toque tornou-se insuficiente, e aqueles pares de olhos amendoados se desejavam. Colocaram-se a apreciar suas bocas até que ficassem secas pedindo para serem saciadas. Para serem usadas como se deve, e quando se encontraram, tinha um gosto sem igual. A ponto de fazer com que suas mãos passeassem pelos seus corpos, e cada poro pedia por um pouco de atenção, como se fosse a primeira vez. Havia uma fome que crescia dentro de cada um, e os fazia um só, e isso era assustador. Desejavam-se muito, e tinham pressa em ser um do outro. Sussurros foram ouvidos, e tomara que não tenham saído dessas paredes, pois havia muitas verdades ditas ali. Novamente seus olhares se encontraram, famintos, eles faziam com que seus corpos ardessem. Nenhum dos dois sequer notou que a claridade os rodeava novamente, e aquela televisão tão antes requisitada falava agora com as paredes.

23 de maio de 2014

Como se Rouba um Coração;

 - O que está fazendo?
 - To no computador.
 - Como você conseguiu entrar nele?
 - Seu besta, você faz a mesma piada todo dia!
 - E você ri dela todo santo dia. É por isso que faço. A vida por aí anda tão difícil, que é interessante ligar para a garota que você ama, e contar uma piada idiota, e mesmo assim conseguir arrancar dela um sorriso. Parece que o dia valeu a pena.


Aquele momento, em que você diz coisas que são totalmente inesperadas, e arranca eternos sorrisos, e até mais, rouba um coração. Isso faz a vida valer a pena.

26 de abril de 2014

Sobre Sobriedade;

Foge de casa toda vez que algo novo acontece. Nada mais é como antes e isso deprime, se entristece profundamente e vai embora. Partiu procurar suas respostas sobre como ser si mesma novamente. Caminhou pelas ruas escuras de um bairro muito ridículo, onde costumava esgueirar-se pelos cantos com uma risada louca, e o olhar meio embaçado. Não quer ser sóbria. Acha que ta tudo uma merda e volta para trás, tentando procurar onde se perdeu.
A vida é mesmo uma viagem só de ida. Se você não prestar atenção no que está fazendo, vai perder o fio da meada. Ela morria de medo disso.
E agora está jogada procurando uma resposta.
Foda-se minha filha, o mundo não espera, e não vai parar pra você descer! Não importa se está tonta, levanta, dá um jeito nessa cara e mete mais cachaça nessa fanta, porque é a melhor coisa.


Relaxa que depois tudo passa.


17 de abril de 2014

As Batidas;


Essas são as batidas de meu coração,
Na grande maioria das vezes consegue se manter estável.
Mas sempre, num momento ou outro se desregula.
Faz-me perceber que estou fazendo besteira.
Como na maioria das vezes.

Essas são as batidas de meu coração,
Sempre acompanhando o que interessa aos meus ouvidos.
Fazendo meus pés dançarem.

Essas são as batidas de meu coração,
Que muitas vezes só cabem no infinito das palavras.
Daí escrevo.


E este é o meu respirar.

Eu queria morar na praia ;

Só para ver se esse sol ardente descongela meu coração.

8 de abril de 2014

Explane.



Me sinto aquela menina boba de antes toda vez que alguém bate de frente comigo. E a ansiedade de crescer pra poder ter voz ainda martela em minha cabeça com constância. Porém, me olho no espelho, e não vejo mais aquela garotinha, ela cresceu e toma decisões.
Daí perguntei: quando foi que parei no tempo de tal forma, à ponto de me esconder das coisas que devia enfrentar, no auge dos meus vinte anos.
Sorri, saudades do passado alegre todo mundo tem, mas preste atenção meu bem, o que você se tornou está muito melhor.
Me assustei quando percebi.
Explane.

22 de março de 2014

Nostálgico ;

O tempo é mesmo engraçado; às vezes passa tão devagar, que chegamos a agonizar próximo ao relógio, e em alguns momentos passa tão rápido que agonizamos de vontade de ter aproveitado mais.

8 de março de 2014

Abre Alas Para Ela Passar;

Olhando-se no espelho com certa vaidade, percebeu como num relance que a vida não é só isso. Faz tempo quando vi esse sorriso sumir do seu rosto, as coisas acontecem rápido demais, e tudo que é ruim chega mais rápido. E o fruto doce de algo que suas pernas tanto se cansaram de correr só vai chegar mais adiante. Enquanto isso o tom suave de cinza e o vento gelado anunciam a chegada de mais um inverno, que empalidece sua pele e tão lentamente sua alma. Mesmo assim insiste em jogar um pouco de cor em sua vida, pintando os lábios de vermelho, e se olhando no espelho com a mesma certa vaidade de sempre. Seu olhar está diferente mesmo! Fico feliz em vê-la desfilar nesse solo irregular em um lugar tão feio quanto o nome, mostrando que por mais que as portas se fechem, você encontrou aquele jeitinho de pular uma janela.

É, Acho que alguém está crescendo, e reconhecendo a si mesma.

28 de fevereiro de 2014

Vida de Gato;



Todo dia depois que acordo, abro a janela e a vejo pendurada no muro, esperando os primeiros raios solares trazerem mais umas horas de sono de beleza. A observo se espreguiçar, abrir sua pequena boca num bocejo delicado enquanto estica suas pequenas patinhas rosadas e se ajeitar para receber o calor solar. Me entristeço ao saber que o sol irá brilhar lá fora, e eu vou me enfurnar num lugar dominado pelo ar condicionado e papéis que não me interesso. Ela continua lá, e quando percebe minha presença, me deseja bom dia do jeito dela, me observa de cabeça para baixo, pois está ocupada, com as patas para cima recebendo o sol da manhã.

Há se soubesse como a invejo! Como queria poder me deitar e receber o sol, tomar meu banho diário sem me preocupar com as horas que estão voando ultimamente e outrora me interessar por um inseto ou outro numa caçada implacável. Como queria resolver meus problemas com essa delicadeza toda, e me manter sempre calma e serena diante de uma tempestade, somente observando... Como gostaria de ter sua autonomia de ir e vir, com o ar imponente de quem diz “Ninguém coloca as mãos em mim”, e sai para mais uma aventura sob o olhar iluminado da lua.

18 de janeiro de 2014

(...)

O mais engraçado é que continuo com esse pensamento infantil de que amor é dar as mãos e seguir em frente, é ser amigos no inicio e fim. Acredito na pureza do sentimento que ele pode nos provocar sensações maravilhosas, a ponto de nos sentirmos deslocados com relação ao mundo cinza que gira ao lado. É como um pingo de cor no meio do preto e branco.