26 de setembro de 2014

Descobertas Rotineiras;

Há quem diga, que essa minha maneira de ser vem de minha descendência portuguesa, já que foram eles uns dos primeiros povos a enfrentar os mitos espalhados por todos a respeito do desconhecido, a fim de explorar, dando início A Era dos Descobrimentos Europeus. Outros dizem que sonho demais.
Porém, tenho em mente que muitas pessoas sonham demais. Deitam suas cabeças sobre o travesseiro e imaginam algo espetacular sobre as suas vidas, e quando acordam, não colocam em prática seus muitos planos.
Com o tempo, isso deve entristecer a alma.
Era nisso mesmo que estava pensando enquanto tomava uma xícara de café, e percebi (ou talvez até tenha sido coisa da minha cabeça) que sua espuma formava uma pequena caravela.
“Sua cabeça é muito pretensiosa, e está tentando te foder.”
Pensei comigo.
Seja lá qual fosse o motivo daquela pequena aparição, ela me fez ver que eu me comportava como estas pessoas. E por um momento (por um breve momento), me fez acreditar novamente em coisas do destino e esse blá, blá, blá todo.
Dias de angústia se passaram, onde até mesmo toda a minha vida ou o que fizera dela até o momento foram questionados. E cheguei a pequena conclusão de que: desperdicei pelo menos uns dez anos de minha vida com porcarias desnecessárias.
Não sou a pessoa que estou tentando moldar!
Eu não penso para falar, leio e escrevo muito, e não há nada nesse mundo que me prenda neste chão ou me coloque qualquer tipo de cabresto.
Gosto de conhecer de tudo.
Portanto, concluo que, ainda bem que percebi rapidamente o que não fazer de minha vida, agora ela será bem direcionada.

E ouso dizer que muito provavelmente coisas novas aparecerão em breve.

22 de setembro de 2014

O Diálogo de Adão e Eva;

Cinco;

E o tempo passa.
Como uma ventania forte, leva toda a poeira e qualquer coisa muito leve que deixamos por aí.
Vai levando consigo essa poeira e um dia ela acaba impregnada em outro lugar, até que essa ventania infernal volte, e traga mais um pouco, até empestiar tudo com todo esse pó fazendo morada.
Foi como me senti quando te vi novamente. Como se tivesse encontrado um livro todo cheio de pó. Primeiro, passei a mão para ver o título, depois soprei, o que me causou uma crise de espirros. Depois me lembrei do conteúdo que havia, a história que naquele livro habitava, e senti uma pontada de nostalgia.
Não posso dizer que foi de fato saudade, eu sei muito bem as feridas que me causaram toda essa aventura de amor, mas senti algo, talvez um déjà vu.
Nossos olhares se encontraram, e não pude deixar de fazer comparações ao antes, onde não conseguia simplesmente imaginar a vida sem esses olhos ao me contemplar, e ao agora, onde somente vejo os reflexos do que foi um dia um sentimento.
Não sinto nada.
E quando não sinto nada, sou indiferente. E o indiferente não me atrai. Gosto de sensações, gélidas ou quentes, ou até mornas, que seja!
Mas indiferença não!
Que venha pelo menos a saudade, com seu gosto de fel.
Mas não.
Fitei por um momento seus lábios, e aquela vontade de beijá-los não habitava mais meu coração.
Não havia nada.
Lembro-me de ter ficado indignada por não conseguir entender como um sentimento com toda aquela magnitude se transformou em simplesmente poeira. Acontece que, quando deixamos algo de lado, seja porque já não nos interessa ou porque não conseguimos mais manter perto de nós, obviamente enche-se de pó.
Agradeci pelo menos, pelas explicações que um dia tanto implorei para ouvir, disse que havia perdão e tudo mais.
Mas que por favor, deixasse que eu pelo menos fechasse esse capítulo de minha vida de uma vez, e nunca mais voltasse, pois sua presença me causa ainda algo,
Tosse e espirros.

6 de setembro de 2014

Mimimi ;

Pff!

Esta noite tive um sonho com você.
Sonhei que a noite nunca tinha fim, 
E que a garrafa que estava bambando em sua mão também não.
Sonhei com você de cabeça para baixo tentando não cair no chão,
Enquanto meu estômago doía de rir.
Te disse que estava chateada por não ser amada,
E você disse: que nada, você é nova, não precisa deste tipo de trauma.
Disse que o riso, todas as cachaças do mundo e as palavras seriam minhas eternas namoradas,
Que já estava predestinada.
Outrora foi você,
Sentiu o gosto amargo de se foder,
Por quem derramava amores por outrem,
E sequer enxergava,
Que a vida podia ser bem melhor,
Se a gente não complicasse tanto.
Lembrei certa vez que te odiava,
E você me achava horrorosa,
Que não havia criatura mais odiosa para se apegar,
E assim começou,
O que muita gente almejou o fim,
Porém fico feliz,
Por saber que o fim à Deus pertence,
E quando ele chegar,
A gente vai esperar,
O tempo certo de se encontrar.
De repente acordei,
Aquele odioso despertar comum,
De se assustar com o que se programou,
E lembrei-me de você,
Do ano que se passou,
Às vezes que te liguei, ou você me procurou.
Senti o o peso da distância,
E lembrei da vida que levo,
O quanto é complicado passar o dia,
Sem poder dizer pelo o que passou.
Mas fico feliz ao perceber,
Que qualquer dia desses a gente vai se encontrar,
E perceber que nada mudou,
Você vai ler estes escritos velhos, 
E dizer que sou babaca,
Que não acredita que logo eu, cheia de marra,
escrevi todo esse melô de amor.

Saudades de você. :)

A Válvula de Escape;



Então ontem foi o dia do irmão,
E eu só lembrei daqueles que fizeram muito por mim,
E eu não posso ter o direito de chamar assim.

2 de setembro de 2014

01:44

S a c c s t r y | via Tumblr

Eu fazia todos escutarem.
Eles diziam que meus tímpanos iam explodir.
Que eu deveria interagir,
Valorizar mais o que eu tinha a ganhar.
Porém, eu só enxergava suas bocas se mexendo, transformando-se em repreensão.
Proibida de pensar,
Só imaginava o quanto seria bom não ter tímpanos, a escutar as coisas que nunca deixaram de habitar minha mente.