25 de março de 2015

Aqui está, esta pequena confissão de amor;

Mais uma vez as pequenas e rosadas flores caem pelo chão,
E são pisadas e ignoradas pelos pedestres que caminham pelas calçadas limpas e perfeitas,
Com os galhos de suas belas cerejeiras protegendo suas cabeças,
Enquanto o frio ar invernal se espalha até sumir,
Fico aqui do outro lado para recebê-lo,
Sem muito bom grado,
Não porque não gosto do frio,
Mas porque preferiria estar em outro lugar.

Mais um ano se passou,
Mais uma vez vocês florescem,
Anunciando a chegada da primavera,
E mais um ano para mim perdido.

Saudades de você,
Que nunca pude ver,
Não nesta vida.

Mas acredito que hora ou outra,
A gente vai se juntar,
E as senbonzakuras「千本桜」
Minha face irão beijar.

Te amo, arquipélago tão desejado.

19 de março de 2015

Recado para você;

Vamos deixar combinado:
Quem na vida só lhe prolifera atrasos,
Não merece estar no quadro,
Sorrindo com você ao lado.
Isso é enganação,
De cuzão,
Acontece sempre no mundão,
Mas aí,
Não leva isso pro seu coração, não.


Abraços.


[E desculpa aí pelo palavrão, não tive a intenção].

11 de março de 2015

Divagações sobre o que não entendemos;

Hoje o céu azul de fim de tarde foi substituído por um tom acinzentado que assustava as pessoas que passavam pela rua apressadas. Elas queriam chegar em casa antes da chuva que aguardava o melhor momento para despencar forte sobre o asfalto quente. Logo foram ouvidos raios estridentes e o céu foi iluminado por suas violentas riscas desenhadas no mesmo céu acinzentado.
Neste momento eu estava muito bem acomodada em uma cadeira bastante confortável e segurando uma xícara de café quente próximo à boca. Embora o estridente som dos trovões fosse um incômodo – principalmente para alguém que se assusta fácil – eles não conseguiram desviar minha atenção para um possível receio.
Minha mente estava longe.
Meu olhar pairava sobre uma árvore que balançava continuamente enquanto pancadas de água pareciam agredi-la, no entanto, meu pensamento viajava para o dia 6 de Março de três anos atrás. Naquele mês nós havíamos conversado pouco, no entanto, havia uma foto onde fui marcada em uma rede social que essa pessoa postara juntamente com algumas palavras de amor.
Meu coração apertou-se.
Sempre tive um elo muito significativo com minha família, talvez seja por isso que me pego pensando nisso com tanta frequência.
Por ser ingrata e achar que o tempo que passamos juntos foi pouco.
Mas voltando ao assunto, me peguei viajando no tempo – mais precisamente neste dia em questão – porque várias divagações me vieram à mente. Lembro que vi essa pessoa comentando sobre a morte e me perguntei com certa tristeza, se ela sabia de alguma forma que aquele ano seria marcado por todas as pessoas ao redor dela, como o ano de sua morte.
Senti saudades e também pensei na morte. Pensei nesta última passagem da vida com certa curiosidade à respeito do que penso sobre o após.
E descobri que não penso nada.
Mas meu coração aperta toda vez que penso naquele instante que, de repente, estávamos em dimensões diferentes,

E talvez jamais nos vejamos outra vez.

8 de março de 2015

08/03/2015



E de repente a vida dá uma dessas,

Em meio à toda escuridão, um lampejo de luz.

3 de março de 2015

Agruras da Paixão;

Apaixone-se por mim!
Estou minha rede a jogar,
Neste vasto mar em que me aventuro,
A você não posso alcançar.

Então debruço-me em madeira maciça,
Observando o alto mar,
As ondas vêm e vão,
Mas a você não vão chegar.
Quero naufragar,

E então de uma vez esse mártir terminar.