28 de abril de 2015

Comptine D' un Autre Ete;

Untitled

Deixei que meus dedos tocassem aquele piano velho, passei os mesmos pelo teclado lentamente, quase sentindo a última música que fora tocada.
Era doce e lenta, fechei meus olhos para recordar bem e algumas lágrimas escaparam. Lembrei-me de seus pequenos dedos, com as unhas bem feitas e pintadas de um rosa claro, combinando com a tonalidade de sua boca, que moldava o mais belo sorriso que tive o prazer de contemplar.
Tive o prazer de fazer.
Seus olhos castanhos acompanhavam suas mãos atentamente, de vez em quando, ela também fechava os olhos a fim de sentir a sua boa música.
Enfim deixei a realidade invadir-me ao abrir os meus, e percebi o quanto aquele piano tornara-se seco e sem vida.

Nunca mais tocaria uma música sequer.

7 de abril de 2015

Derbake;



Ela ouvia o tilintar das pequenas moedinhas muito bem pregadas naquela seda de cor viva,
E quem usava sabia muito bem o que estava fazendo.
Permitiu que seu olhar pairasse sobre os quadris da moça,
Com os olhos atentos e aprendizes,
De quem procura extrair até a última gota de habilidade de seus movimentos.
Adorava aquilo.
Então fechou os olhos e permitiu que seus ouvidos se deliciassem com o tamborilar de instrumentos,
Mal percebeu,
E ela mesma estava a se movimentar.

[Da série: Amores que andei nutrindo. Qualquer dia desses você pode me ver por aí a balançar moedinhas também.]

2 de abril de 2015

(...)



É exatamente assim dessa forma que vejo:
O mundo lá fora é cinza e sem graça, petulante, nos obrigando a sair com esse frio e enfrentar tudo o que possa ocorrer.
E vai ocorrer.
Mas aqui dentro...
Ahh, aqui dentro!

É de uma satisfação tão intensa, que palavras não são o suficiente para explicar.