7 de abril de 2015

Derbake;



Ela ouvia o tilintar das pequenas moedinhas muito bem pregadas naquela seda de cor viva,
E quem usava sabia muito bem o que estava fazendo.
Permitiu que seu olhar pairasse sobre os quadris da moça,
Com os olhos atentos e aprendizes,
De quem procura extrair até a última gota de habilidade de seus movimentos.
Adorava aquilo.
Então fechou os olhos e permitiu que seus ouvidos se deliciassem com o tamborilar de instrumentos,
Mal percebeu,
E ela mesma estava a se movimentar.

[Da série: Amores que andei nutrindo. Qualquer dia desses você pode me ver por aí a balançar moedinhas também.]

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