13 de novembro de 2015

13/11/2015

Música.
Poesia cantada, feita para a degustação do espírito.
Mexe com o íntimo.
Pode trazer boas vibrações,
Ou boas lembranças.
Depende muito.
Algumas músicas me arremetem ao tempo em que tudo estava relativamente tranquilo. Claro, havia muitos problemas, nós pessoas, somos cheias de problemas. Na nostalgia que aqui declaro havia uma série de perturbações familiares que faziam um dueto doloroso com a adolescência que se fazia difícil, embora tudo isso tenha acontecido, o que me lembro com clareza é daquelas luzes todas e a música que entrava pelos meus ouvidos e saía forte e aguda pela minha boca num grito, expulsando todos esses sentimentos e problemas pejorativos e se fazendo sozinha dentro de mim. Lembro de pessoas, garotos e garotas como eu, que tinham também problemas variados, mas se esqueceram, enquanto acompanhavam o refrão aclamado, seguido de uma série de empurrões que não ofendiam a ninguém.
Lembro-me disso e percebo o quão longe ficou em minha memória – embora eu ainda seja muito jovem – porém, guardo com felicidade, por representar perseverança acima de tudo.
Não importa o quão escuro possa ficar, em algum momento haverá novamente a luz.

(Da série: músicas que nunca perdem o sentido.)

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