4 de agosto de 2016

É hoje que me despeço de Joaquina, personagem fictícia cheia de garra e coragem, que esfregou diante de meus olhos com violência o Brasil de duzentos anos atrás que tanto estava tentando encontrar. Os fins eram artísticos, o problema é que quando uma trama é muito boa, te prende na cadeira à ferros e você só se sente liberto, quando finalmente descobre o desfecho, e num piscar de olhos, o que era somente para fins de informação transformou-se devotamente em algo do coração, com direito a montanha-russa de sentimentos e apreço por cada personagem, até mesmo o mais irritante. Podia ter sido apenas uma novela se não houvesse ali vários elementos históricos e culturais que fazem o nosso país o que é hoje; o chão molhado do sangue daqueles que trabalharam para levantar essa nação, e em troca nada receberam, o sofrimento e a agonia de ser quem é, a revolta diante do descaso e o autoritarismo de quem não se importa com nada além do próprio umbigo, e ainda sim, a esperança de um dia poder prosperar e ver seu país e a si mesmo, libertos de um sistema que só beneficia alguns. Não caros senhores, não foi apenas uma novela, foi uma puta aula de história, e estou muitíssimo satisfeita de ter participado.
No final ficou o aprendizado sobre os costumes que tanto procurei, e o vazio por saber que talvez demore décadas até me deliciar assim com uma novela novamente.


Gosto de ressaltar este fato, porque foi o que mais me trouxe encanto: Joaquina é uma personagem fictícia criada com base na própria Joaquina, filha de Tiradentes. Existe um livro sobre ela chamado Joaquina, filha de Tiradentes. Se acaso você aí gosta de história como eu, vale a pena procurar para ler. E a quem perdeu, não fique triste, a novela pode ser encontrada nesta mesma internet.

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